Última edição: 29/11/06 -MeuJornal.net |Ano III | Edição Nº 302 | Vitória - ES | Brasil
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Saúde


Biossegurança Odontológica
Prevenção inibe até 85% de contaminação em consultórios dentários

“(São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se ) Medidas corretas de prevenção inibem em até 85% riscos de contaminação. Profissional adverte como paciente deve exigir segurança no dentista.

Se você for ao dentista e ele te receber parecendo um astronauta, com touca, gorro, óculos, máscara, luvas e proteção nos sapatos, não assuste. Esta é a maneira correta de prevenir muitas doenças que podem ser transmitidas dentro de um consultório dentário. A chamada Biossegurança tem como objetivo minimizar os riscos de infecção cruzada entre pacientes, profissionais e materiais utilizados.

Doenças como Catapora, Hepatite B e C, Conjuntivite Herpética, Herpes, Sarampo, Rubéola, Caxumba e HIV lideram o ranking das transmissões. Segundo o odontologista João Albano, as mulheres podem até ser infectadas com o vírus HPV. ‘Dores de garganta, febre, inflamação nos nódulos do pescoço, axila e língua são outras enfermidades comuns, causadas pela monucleose infecciosa, um vírus transmitido pela saliva, tosse, espirro e beijo', esclarece.

A proteção começa desde a chegada do paciente à porta do consultório. Além do profissional estar vestido de acordo com as normas de segurança (roupas e jalecos brancos esterilizados, óculos de proteção e uso de materiais descartáveis como gorro, touca, máscara e luvas), ambos devem usar o Propé, proteção para os calçados. Além disso, todos os equipamentos, comandos do equipo e cadeira, devem estar recobertos com plástico ou alumínio laminado. Esterilizar os instrumentos para eliminar fungos e bactérias, lavar corretamente as mãos e realizar a anti-sepsia bucal dos pacientes antes de começar qualquer tratamento, são outras formas de prevenção. Todas estas medidas reduzem em até 85% os riscos de infecção.

‘A biossegurança em Odontologia pode ser entendida como um conjunto de procedimentos que adaptados ao consultório conseguem dar proteção e segurança ao paciente, ao profissional e sua equipe durante a prática odontológica; conseguindo também interferir na cadeia de infecção, reduzindo de forma eficaz o número de microorganismos', conclui.
Serviço:

Dr. João Albano Carvalho Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 402 – conj. 31 – Bela Vista – SP - Tel. (11) 3242- 5740”
Fonte: Comunique-se / Contato Comunicação & Marketing -17/11/08
MeuJornal.net – 18/22/07

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Pão nosso
Dieta que não engorda e inclui pão

"Pão e Dieta - Dieta mal-formulada pode causar prejuízo à saúde e quilos a mais

(Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil - Comunique-se) A obesidade é uma doença crônica cada vez mais presente na população brasileira, sem distinção de faixa etária e sexo. A difusão desta doença está estritamente associada a fatores como o estilo de vida moderno e o sedentarismo. As relevantes mudanças nos padrões alimentares, a grande disseminação das redes de “fast-food”, a falta de tempo para realizar refeições em casa propiciam uma maior demanda do consumo dos alimentos com alta densidade energética, pelos que possuem elevado teor de gordura, bem como pelos que contém carboidratos simples, como o açúcar refinado, o que pode dificultar o sucesso da dieta.

Grande parte das pessoas que começa uma dieta busca resultados imediatos e acaba perdendo peso, mas ganhando mais ainda depois, ou então engordando e emagrecendo várias vezes. Em conseqüência desse efeito sanfona, fenômeno no qual a pessoa engorda e emagrece sucessivas vezes no período de um ano, o corpo enfraquece, uma vez que essas dietas mal-formuladas excluem alguns dos nutrientes dos grupos alimentares.

Geralmente cortado das dietas, o pão é considerado por muitos como responsável por quilos a mais. No entanto, quem está em busca de uma vida saudável e quer fazer as pazes com a balança deve saber balancear sua alimentação incluindo o pão no cardápio. Médicos e nutricionistas afirmam que uma dieta eficaz deve englobar alimentos de todos os grupos existentes (cereais, vegetais, gorduras, frutas, leite e derivados, carnes e leguminosas), para assim atingir as recomendações diárias de consumo de proteínas, gorduras e carboidratos.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde em 2005, denomina que “alimentação saudável” é sempre constituída de três tipos de alimentos básicos: frutas, legumes e verduras, alimentos vegetais ricos em proteínas (particularmente os cereais integrais, as leguminosas, as sementes e castanhas), e por último, alimentos com alta concentração de carboidratos complexos, como os grãos (incluindo arroz, milho e trigo), massas, tubérculos (como as batatas e o inhame), raízes (como a mandioca) e pães.

A alimentação deve ser feita em horários regulares, em ambiente tranqüilo, optando sempre por preparações cozidas, grelhadas, assadas e, quando possível, evitar a ingestão de líquidos durante a refeição. É recomendado que se faça pelo menos três grandes refeições, sendo alternadas com lanches, evitando longos períodos sem alimentação.

Uma boa escolha de lanche deve conter pão, alimento tradicional da mesa do brasileiro que, se bem combinado, proporciona uma pequena refeição balanceada e prática. De acordo com a nutricionista Nádia Catarina Branco, “um sanduíche de pão francês, alface e tomate acompanhando uma fatia de queijo minas é uma boa alternativa para se fazer um lanche”. Contudo, a nutricionista indica cautela na hora de escolher os ingredientes para rechear o pão, pois muitas vezes são responsáveis pelas calorias adicionais.

“Paralelamente, é essencial que se faça um programa de reeducação alimentar, para sustentar os resultados almejados e adotar a prática regular de atividades físicas”, aconselha a nutricionista. Nádia Catarina também recomenda prudência na ingestão de bebidas alcoólicas e no consumo de frituras e de alimentos que contenham elevada quantidade de açúcares e gorduras saturadas (presentes principalmente na gordura animal). Deve-se evitar ainda sal em excesso e aumentar a ingestão diária de água. “Uma dieta balanceada e diversificada, aliada à prática contínua de atividade física são componentes que agregam qualidade ao estilo de vida colaborando para a perda de peso e a promoção de saúde”, sentencia Nádia Catarina.

Segue a sugestão de uma deliciosa salada para incentivar a dieta:

Caesar Salad de Cação

300 g de cação (ou outro peixe de carne branca)

Suco de 1 limão

4 fatias pão cortado em cubos

6 colheres de sopa de azeite

1 maço de alface

40 g pão francês ralado

45 g queijo parmesão ralado light

4 anchovas

Pimenta a gosto

Sal a gosto

2 dentes de alho esmagados

Misturar bem o sumo de limão, metade do azeite, a pimenta, o sal e o alho. Regar os cubos de pão com um pouco de azeite e dourá-los no forno. Separe duas colheres de queijo ralado e misture o pão francês ralado com o queijo restante. Untar o cação com o restante do azeite e passá-los pela mistura de pão e queijo ralados. Levar ao forno aquecido a 225ºC durante 12 minutos. Enquanto se prepara o peixe, partir as folhas de alface, lavadas e escorridas nos pratos, regar com um pouco do molho e polvilhar com o queijo ralado que sobrar. Colocar o cação sobre a alface, os cubos de pão, as anchovas e regar com o molho restante.”
Fonte: Comunique-se/Sprim Brasil-Jornalista Responsável: Sprim - 14/07/06
MeuJornal.net – 16/07/05
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Espermatazóides espertos
Filhos após a vasectomia

"Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil - Comunique-se) A vasectomia ou cirurgia de ligadura dos ductos deferentes representa um dos métodos contraceptivos mais utilizados em todo o mundo. Embora amplamente realizada como método anticoncepcional definitivo (assim como a cirurgia de ligadura ou laqueadura tubária na mulher), aproximadamente 10% dos homens vasectomizados buscam auxílio médico para serem pais novamente.

Entre as causas mais freqüentes para esta mudança de expectativa estão um novo casamento, o desejo de uma nova criança na mesma relação e até mesmo a dolorosa experiência da perda de um filho. “Apesar da reversão da vasectomia ser tecnicamente viável, com o passar dos anos após a cirurgia, vão ocorrendo danos progressivos e irreversíveis ao processo de formação dos espermatozóides”, informa o médico especialista em reprodução humana, Nilo Frantz.

Segundo ele, são verificados bons índices de repermeabilização dos canais deferentes (cirurgia de reversão da vasectomia), porém, com baixas taxas de gestação devido à formação de fibrose e de anti-corpos anti-espermatozóides. “Uma das técnicas mais utilizadas atualmente pelos serviços de Reprodução Humana é a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóide (ICSI), variante da fertilização in vitro tradicional (FIV ou ‘bebê de proveta')”, explica.

Através do uso de um equipamento especial chamado micromanipulador, acoplado a um microscópio, faz-se possível a fecundação em laboratório, sendo necessária a obtenção de apenas um único espermatozóide para injetá-lo dentro do óvulo. Além de ser utilizada com muito sucesso nos casos de infertilidade masculina, não há a necessidade da cirurgia para a reversão da vasectomia, ou seja, o casal permanece protegido contra uma gravidez não planejada por meio da cirurgia previamente feita e mantida.

O que é vasectomia:
É um método de esterilização masculina de caráter definitivo e seguro. Trata-se de uma pequena e rápida cirurgia realizada logo acima da bolsa escrotal, feita com anestesia local no próprio consultório médico, sem a necessidade de internação hospitalar. O procedimento consiste em cortar os canais deferentes, evitando assim que o líquido espermático ejaculado contenha os espermatozóides necessários para uma fecundação, sem contudo interferir na produção do hormônio masculino, virilidade, potência ou desejo sexual.

Sugestão de fonte: Nilo Frantz é médico especialista em reprodução humana; membro da Sociedade Brasileira de Fertilização Assistida, da American Society for Reproductive Medicine e da European Society for Human Reproduction Embriology."
Fonte: Enfato Comunicação Empresarial/ Mariana Turkenicz - Comunique-se – 26/04/06
MeuJornal – 27-04/06
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Medicamento para câncer de sangue é lançado no Brasil

“A Anvisa publicou no Diário Oficial de hoje (07/04/06) a concessão de comercialização do medicamento Velcade (bortezomibe), do laboratório farmacêutico Janssen-Cilag, administrado para o tratamento de Mieloma Múltiplo – um tipo de câncer de sangue.

Amanhã, 08 de abril, que é o Dia Mundial de Combate ao Câncer, o Brasil entra para o grupo de países sul-americanos que dispõe de Velcade. Mais de 33 mil pessoas já se trataram com Velcade desde 2003.

· Informações sobre Velcade – Janssen-Cilag – www.janssen-cilag.com.br / 0800-7011851

· Informações sobre Mieloma Múltiplo para leigos – International Myeloma Fundation Latin American (IMF) – www.mielomabrasil.com.br

Vera Moreira/ Assessora de Imprensa – Janssen -Cilag

Divisão de Oncologia

Tel: (11) 3253-0586/ 3253-0729 veramoreira@veramoreira.com.br”
Fonte: Luciana Paim/Vera Moreira ComunicaçãoComunique-se – 07/04/06
MeuJornal – 09/04/06

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"Anúncios na lista viram cadernos para crianças com câncer

(Curitiba, Paraná, Brasil - Comunique-se) Projeto da Editel Publicar reverterá investimentos publicitários na lista telefônica em cadernos escolares para entidade beneficente de Londrina

Uma iniciativa da Editel Publicar vem contribuindo com a educação das crianças e adolescentes portadores de câncer, atendidos pela Organização Viver, em Londrina. Graças ao projeto “Anunciando o novo cidadão”, cada anúncio comercializado na lista telefônica da Editel de Londrina e região, durante um determinado período da comercialização, é revertido à entidade na forma de um caderno escolar, autografado pela empresa anunciante.

“Com esta campanha, nossos clientes contribuem automaticamente com uma ação de responsabilidade social de incentivo à educação”, comenta Nivaldo José Coletti, gerente regional da Publicar do Brasil (detentora das marcas Editel e Listel Publicar) no interior do Paraná. Para isso, basta adquirir qualquer espaço publicitário na lista 2006, até o dia 28 de abril.

A contribuição da Editel Publicar deve ajudar a Organização Viver na viabilidade de implantação de salas de aula dentro do Instituto do Câncer de Londrina, para que os portadores da doença possam dar continuidade aos seus estudos, mesmo durante o tratamento. A iniciativa contemplará 300 crianças e jovens de Londrina e regiões Norte do Paraná, internadas ou em tratamento.

Sobre a Organização Viver – A Organização Viver é uma entidade assistencial sem fins lucrativos, formada por um grupo de voluntários que atuava no setor de pediatria do Instituto do Câncer de Londrina (ICL) e que, a partir desse trabalho, sentiu a necessidade de estruturar uma entidade civil organizada para garantir a realização de ações mais concretas, deixando de praticar somente o assistencialismo e a filantropia paliativa.

Em 2001, a entidade recebeu o título de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), concedido pelo Governo Federal, e que identifica entidades voltadas para a promoção da assistência social, da saúde, da educação, da segurança alimentar e nutricional e do voluntariado, entre outros. Em 2002, recebeu o título de Utilidade Pública Municipal, o que demonstra o reconhecimento das autoridades e da comunidade ao trabalho desenvolvido pela entidade."
Fonte: Literal Link - Jornalista Responsável: Patrícia – 31-/03/06
MeuJornal -02/04/06

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“Obesidade e hipertensão é tema da campanha anual de combate à doença

“(São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se ) ... "Controle seu peso. Sua pressão agradece!" Com este tema a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) promove a campanha anual do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão: 26 de abril.

A SBH convida ligas de hipertensão, secretarias e postos de saúde, profissionais e entidades parceiras a participar mais uma vez na luta contra a hipertensão. A entidade fornece material informativo como cartilhas, cartazes, cartões de aferição de pressão, vídeos e spots de rádio, para a organização de atividades diversas, de caminhadas a palestras. “Com criatividade é possível fazer ações que melhorem o nível de esclarecimento da população, que é o objetivo do dia 26 de Abril”, afirma o Presidente da SBH, Robson Santos.

Em nosso país são 40 milhões de brasileiros acima do peso, segundo o IBGE em levantamento realizado em 2003. Diversos estudos apontam a associação perigosa entre obesidade e hipertensão: em pessoas acima do peso, a hipertensão dobra as chances de ocorrência de infarto e AVC.

A obesidade é uma condição propícia ao aparecimento da hipertensão, o que se dá através de diversos mecanismos, incluindo a hiperinsulinemia, o dano renal, o aumento da atividade simpática e aumento da sensibilidade ao sal.

A conclusão é que a melhor maneira de reduzir o risco cardiovascular em hipertensos com sobrepeso ou obesos é o tratamento voltado tanto à redução dos níveis de pressão arterial quanto do índice de massa corporal (IMC). "O combate à obesidade e à hipertensão deveria ser prioridade da saúde pública em nosso país" , alerta Robson Santos.

Interessados em participar da campanha devem acessar o site www.sbh.org.br e seguir as instruções. “
Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão -
Jornalista Responsável: Fernanda Rubinger – 29/03/06
MeuJornal – 30/03/06
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Homens também podem desenvolver câncer de mama

(Campinas, São Paulo, Brasil - Comunique-se )“Poucas pessoas sabem, mas o câncer de mama também pode afetar o homem e se não diagnosticado precocemente, pode levar à morte. De acordo com um estudo da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, nos últimos 20 anos, a incidência de tumores de mama no sexo masculino cresceu 25%.Além do aumento do número da doença, o problema é que na maior parte dos casos, ela somente é detectada em um estágio avançado - justamente porque câncer de mama é mais comum em mulheres do que em homens.

Uma das possíveis causas da doença, segundo a pesquisa, é o descontrole na produção de estrogênio pelo organismo. Este aumento está diretamente ligado à obesidade. As células gordurosas produzem o estrogênio, aumentando assim o risco do desenvolvimento da doença.

Segundo os cientistas, uma das causas da não detecção deste tipo de câncer é o descuido e também o fato de os homens confundirem câncer com ginecomastia (aumento das glândulas mamárias em função de descontrole hormonal que deixa as mamas masculinas com aparência de femininas).
A ginecomastia é muito mais comum e chega a atingir em torno de 3% a 5% dos homens, preferencialmente adolescentes ou pessoas com mais de 50 anos de idade.

“No geral, a ginecomastia não tem qualquer relação com o câncer masculino, pelo contrário, normalmente é apenas uma mama grande que pode ser retirada por intermédio de lipoaspiração quando há apenas gordura localizada. Se houver associação de problemas glandulares e também gordura, é indicada a cirurgia”, diz Carlos Roberto Monti, oncologista e diretor do Radium Instituto e Oncologia.

A prevenção e o tratamento do câncer na mama masculina são os mesmos indicados para as mulheres. “O homem deve apalpar o peito e se encontrar algum caroço é preciso procurar um médico o mais rápido”, explica Monti.

“O crescimento dos números dos casos não é tão alto quanto o verificado nas mulheres. Mas os homens devem ficar em alerta para a possibilidade de que a doença também pode afetá-los, pois o câncer de mama no homem é muito mais agressivo do que na mulher”, revela.

Assim que é constatado o nódulo, o homem deve passar por uma mamografia e com a confirmação da presença do nódulo é necessário realizar uma biópsia. “Quando o nódulo é benigno, ele é retirado por inteiro. Quando é constatado câncer, o tratamento mais indicado é a mastectomia radical”, explica Monti. A técnica retira a glândula mamária, músculo peitoral e gânglios da axila. Outra técnica menos agressiva, mas de igual resultado é a Linfono Sentinela, que é a injeção de um corante no nódulo. “O corante mostra a extensão do problema e desta forma só é retirado o que realmente está afetado”.
Dr. Carlos Roberto Monti - Radium Instituto de Oncologia
Fonte: Central de ComunicaçãoComunique-se – 24/03/06

MeuJornal – 26/03/06

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Escorregou no molhado
Pão de Açúcar deve indenizar cliente que caiu na loja

"O grupo Pão de Açúcar foi condenado a pagar indenização de R$ 3 mil por danos morais para uma cliente que tomou um tombo dentro do supermercado. A decisão é da juíza Maria Helena Pinto Machado Martins, da 42ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Além dos danos morais, o Pão de Açúcar terá de pagar R$ 866 por danos materiais, referente às despesas com táxi e medicamentos. Cabe recurso.

Enquanto fazia compras, Eledi Menezes Sombini tropeçou em uma funcionária que estava abaixada lavando o piso. Como o chão estava molhado, Eledi não conseguiu se equilibrar e caiu, fraturando os tendões do pé direito.

Segundo os autos, ela foi levada por funcionários da loja para uma clínica e encaminhada para o ortopedista. Diagnosticada a inflamação, Eledi precisou imobilizar o pé por 21 dias, ficando afastada do trabalho.

A juíza considerou que esse tipo de acidente não é raro de acontecer nos estabelecimentos comerciais. “O ato ilícito se mostra evidente e é representado pela negligência do supermercado em bem alertar e afastar os consumidores do local onde se realizava a limpeza, o que, aliás, é causa freqüente de acidentes semelhantes”, observou."
Fonte: Consultor Jurídico – 17/03/06
MeuJornal – 18/03/06
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Gripe aviária assola IstoÉ
...“O papelão da IstoÉ

Antecipando-se ao trabalho sujo que seria de se esperar de publicações descomprometidas com um mínimo de responsabilidade social, IstoÉ mergulhou fundo no caso da gripe aviária em sua edição desta semana. Fosse uma publicação respeitável e seria levada a sério. Não é o caso, lamentavelmente.

A colcha alinhavada com todo tipo de retalho para a montagem da matéria de capa da edição denuncia a precariedade da costura, com a única intenção de produzir sensacionalismo voraz, vender bem e extrair lucros à custa de enorme angústia social. Isso é o que verdadeiramente pode se chamar de terrorismo. Bandidagem pura e impune.

A receita da revista não é nova. Na essência, altera verdades com doses cavalares de exagero. Combina de forma desonesta, e sob encomenda, frases e falas que, devidamente contextualizadas, produziriam outro sentido.

Para começar, não é nova a idéia de que epidemias possam manifestar-se em escala global, justificando o que os dicionários registram como pandemias. Daí a prever que o número de mortos pela gripe aviária chegará a 50 milhões de pessoas é pura invenção. "Os analistas estimam em 50 milhões o número de mortos, o equivalente ao total de vítimas fatais da Segunda Guerra Mundial", reproduz o texto de capa.

Que analistas fazem essa previsão? IstoÉ não diz. Nem poderia. A frase foi pinçada de outro contexto para a montagem de uma caricatura.

John Oxford, por exemplo, ouvido pela Folha de S. Paulo numa matéria crítica, mas bem posta, pressionado pelo repórter Fábio Victor para citar um número, fala em algo abaixo de 2 milhões de mortos. Evidentemente não se trata de algo irrelevante. Afinal, está se falando de uma pandemia e uma pandemia dizima especialmente a população mais pobre, menos nutrida e mais numerosa, vivendo em lugares pouco recomendáveis, desprovida de infra-estrutura básica, como água potável e rede de esgotos. Essas são as vítimas mais freqüentes, miseráveis que, de uma ou outra forma, já estão presos às garras da morte. Para eles, tudo é apenas questão de tempo.

Claro que o processo de mundialização, ou globalização (expressão que na verdade remete mais a uma internacionalização de mercados, em que pese toda a interatividade dessa nova ordem) dá sua contribuição à complexidade de uma pandemia. Mas, ao mesmo tempo, o conhecimento científico e a capacidade de reação são distintas, por exemplo, do acontecia no início do século passado, na eclosão da Gripe Espanhola.

Contexto diverso

Ninguém pode negar e ninguém está negando a possibilidade de ocorrência de pandemias. Ao contrário. Epidemiologistas respeitáveis, de todo o mundo, têm pontuado com suas advertências na tentativa de sensibilizar os governos a adotar medidas capazes de amenizar os impactos de uma ocorrência desta natureza.

Mas, no cenário apontado por esses especialistas, com freqüência aparecem relatos de deterioração ambiental, marginalização social com efeitos profundos na nutrição, ausência de infra-estrutura sanitária satisfatória e, entre outras, carências enormes na área de educação. E, ao menos em educação, a matéria de capa de IstoÉ dá uma significa contribuição para que as coisas se tornem piores do que já estão.

No estilo inconfundível das farsas, IstoÉ reproduz uma fala do ministro da Saúde, Saraiva Felipe, que teria dito: "Tentar impedir a chegada da gripe aviária ao nosso país é bobagem."

A frase, evidentemente, faz sentido em se tratando de uma pandemia, mas a intenção velada da revista é sugerir que o que existe aqui é negligência oficial. Em seguida, sustenta que "a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (Embrapa) estabeleceu até a data: ela [a gripe aviária] chega ao Brasil em setembro próximo".

Se a frase for verdadeira, quem é seu autor? Que metodologia ele utilizou para fazer essa previsão? Uma publicação de qualidade razoável forneceria essas informações ao seus leitores. Não é o caso de IstoÉ, que monta suas histórias de capa na base da gilette-press, recurso que os meios de comunicação contemporâneos deveriam ter sepultado em definitivo.

"A pandemia de uma gripe virá e a medicina moderna não sabe como combatê-la. Virá em poucos meses. Isso é certeza", reproduz IstoÉ, alegando ter obtido a interpretação de Michael Ostherholm, diretor do Centro de Pesquisas sobre Doenças Infecciosas dos EUA e professor da Escola de Medicina da Universidade de Minnesota.

Se Ostherholm realmente disse o que IstoÉ lhe atribui (combinando a gillete-press com uma ou outra entrevista para forjar alguma consistência ao seu material de capa) estará apenas reforçando um coro de advertências. Mas num contexto diferente do montado pela revista – e é justamente isto que subverte a ordem desejável para uma discussão produtiva. Alguém já disse que a pior mentira é a que vem misturada a alguma dose de verdade. Ao menos neste caso deve-se admitir que IstoÉ foi eficiente: produziu o que há de pior e serviu aos seus leitores como jornalismo crítico e responsável.

Gato por coelho

Para completar, mas longe de esgotar a deplorável reportagem de capa de IstoÉ, é preciso dizer que a matéria ainda tem o defeito imperdoável de ser mal escrita. Nenhum leitor, em nenhuma circunstância, merece uma matéria mal escrita. Esta deveria ser a primeira lição, no primeiro dia de aula, em todas as escolas de jornalismo.

A certa altura, o texto mal azeitado de IstoÉ dispara: "Já se perdeu a conta de quantas toneladas de galinhas, patos selvagens, cisnes, gansos e outras aves foram incineradas nos últimos três anos".

Qual a fonte desta surpreendente estatística, ou antiestatística? IstoÉ não revela porque não se trata de estatística nem de antiestatística, mas de um deslize imperdoável em estilo e precisão elementares.

Quem preferir pode optar por metáfora ainda mais surpreendente: "A morte tem nome e tamanho: chama-se H5N1, popularizada como vírus da gripe aviária, e seu diâmetro é oito mil vezes menor que o diâmetro de um fio de cabelo".

Aqui, a pretensa acuidade de uma medida física tenta, a pretexto de suposta abordagem científica, dar validade a uma situação injustificável.

Para ilustrar as previsões macabras vendidas como perspectiva de futuro na matéria principal de IstoÉ, evidentemente não poderiam faltar os infográficos. Monte uma farsa, dê uma boa polida nela e anuncie com o vigor de um vendedor de peixes. Esta é a estratégia da revista para tirar o dinheiro do bolso de seus incautos leitores.

Mas também o infográfico tem lá seus deslizes. A certa altura lê-se que "alguém gripado pode contrair a doença das aves e gerar um novo vírus, transmissível de homem para homem".

A se levar a sério o que o infográfico anuncia, mulheres, meninos e meninas estão a salvo da pandemia, transmissível apenas de "homem para homem".

Empulhação, mau gosto e prestidigitação barata como forma de vender gato por coelho tem seus limites. Mesmo nos tempos mais difíceis. IstoÉ, no entanto, se superou, o que não deixa de ser surpreendente. "
Ulisses Capozzoli, jornalista – Observatório da Imprensa – 06/03/06
MeuJornal – 14/03/06

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Coca-Cola escreve que sua fórmula alimenta “muitos mitos e rumores”

A Coca-Cola transmitiu 14, segunda, e-mails a MeuJornal. Abaixo, o trecho inicial da mensagem remetida através do formulário acessado em link do banner “Vou Escrever - Em MeuJornal, sai.”

“Prezados,

Poderiam considerar a posição da Coca-Cola sobre o laudo do INC em esclarecimento à matéria veiculada pelo site?

Obrigada pela atenção,

Beatriz Lima
Companhia de Notícias - CDN Rio”

A seguir, “a posição da Coca-Cola sobre o laudo do INC...”
Dino Gracio

INC: INGREDIENTE DE COCA-COLA
NÃO CONTÉM SUBSTÂNCIAS ILEGAIS

• Análise científica do Instituto Nacional de Criminalística atesta a segurança e

qualidade do refrigerante Coca-Cola

• “Contra-prova” de laboratório europeu confirma o resultado

• Literatura especulativa e mitos alimentam folclore em torno do segredo industrial mais cobiçado do mundo.

O Instituto Nacional de Criminalística (INC) emitiu laudo a partir da análise científica de ingrediente do refrigerante Coca-Cola, atestando que não há nenhuma substância ilegal na fórmula do produto. O relatório é uma resposta oficial aopedido de um deputado à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, para que o INC investigasse cientificamente o eventual uso de substância ilegal.

Segundo o laudo, a resposta à pergunta (c), sobre se o ingrediente analisado contém alguma substância entorpecente, é taxativa:

“(...)III – DOS EXAMES, não revelaram a presença de cocaína e outras substâncias entorpecentes e/ou psicotrópicas na composição dos extratos vegetais e demais produtos em questão.”

Este resultado era, naturalmente, esperado pela Coca-Cola Brasil, já que o produto é devidamente autorizado no País, e em mais de 200 outros países em todo mundo, tendo passado pelo crivo científico e regulatório em todos eles. A fórmula da Coca-Cola é um dos segredos industriais mais cobiçados e mais bem protegidos do mundo desde seu lançamento, em 1886.
“A Coca-Cola consolidou uma nova categoria de bebida, a dos refrigerantes, e é um produto que já foi exaustivamente testado onde mais interessa: no mercado, por bilhões e bilhões de consumidores, ao longo de 120 anos,” afirma Marco Simões, diretor de Comunicação da Coca-Cola Brasil.

O processo de registro de um produto alimentício, como um refrigerante, é muito rigoroso e busca sempre proteger a saúde do consumidor. Quando um produto alimentício é registrado, as autoridades se certificam de que ele não contém nenhum ingrediente fora das especificações exigidas. A legislação brasileira vai além,mantendo listas positivas e negativas de ingredientes específicos, aqueles que podem e não podem ser usados nas fórmulas. Todos os produtos da Coca-Cola Brasil estão devidamente registrados no Ministério da Agricultura, atendendo plenamente à legislação brasileira quanto aos critérios de segurança, produção e higiene.

O segredo industrial da fórmula da Coca-Cola acaba alimentando muitos mitos e rumores. O próprio INC considerou em parte esse folclore no laudo emitido, ao responder a uma das perguntas sobre o ingrediente – questão (a) - com base apenas em citações da literatura e publicações genéricas. Cabe ressaltar que esta resposta não foi baseada na análise científica conduzida pelo próprio INC.

No último dia 23 de junho, a Coca-Cola Brasil recebeu na sua fábrica de concentrados, em Manaus, os técnicos do Instituto Nacional de Criminalística para coleta de material. Na ocasião, também foi colhida uma amostra do mesmo ingrediente como contraprova para análise do Central Science Department, laboratório científico da Inglaterra. Ambas as análises revelaram que não há substância nociva à saúde, atestando a segurança do produto. O resultado confirma análise anterior do próprio INC, que também atestou a segurança do produto Coca-Cola, realizada no produto final em 2000, em resposta a outra onda de boatos.

Há mais de dois anos, um concorrente regional coordena uma campanha difamatória contra a Coca-Cola Brasil. Após esgotar, sem êxito, falsas alegações sobre atividades anti-concorrenciais. este concorrente passou a atacar frontalmente o refrigerante Coca-Cola, uma das marcas mais adoradas no País e no mundo, declarando que a fórmula conteria substâncias ilegais.

A Coca-Cola Brasil e seus 18 fabricantes brasileiros reiteram seu incondicional respeito às leis do País, e declaram que sempre estarão prontos para esclarecer qualquer questão ao consumidor, que elege diariamente a Coca-Cola como seu refrigerante preferido.

Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2005

Mais informações:

CDN, Companhia de Notícias
Beatriz Lima e Luciana Gravina – (21)2543-2300”

Fonte: Beatriz Lima e Luciana Gravina / CDN- Compahia de Notícias – 14/11/05
MeuJornal: 16/11/05
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Coca-Cola tem uso de folhas de coca atestado
por criminalística, diz Refrigerantes Dolly.

“Revelaçao: Coca-Cola contém folhas de coca, conclui criminalística.

Quase um ano depois de solicitado, Instituto Nacional de Criminalística faz exame do Extrato Vegetal ou Mercadoria número 5, o mais importante ingrediente do refrigerante Coca-Cola.

E o INC admite que multinacional utiliza, sim, folhas de coca, o que é terminantemente proibido pela legislação brasileira. O exame constatou ainda a existência de outras substâncias não identificadas no material. Multinacional continua tentando confundir e escamotear o assunto, preferindo o jogo de palavras.

São Paulo, novembro de 2005 – O “Sim” é categórico. O refrigerante Coca-Cola contém derivados de folhas de coca, planta base de seu Extrato Vegetal, o componente mais importante de sua formulação. O que os consumidores de todo o mundo apenas suspeitavam e temiam acaba de ser desvendado e confirmado pelo Instituto Nacional de Criminalística, INC, órgão ligado ao Departamento da Polícia Federal, do Ministério da Justiça. O laudo de número 2470/2005, assinado por três peritos – Octávio Brandão Caldas Netto, Felipe Gonçalves Murga e Adriano Otávio Maldaner – ainda será acrescido de novas análises – também foram constatadas substâncias não-identificadas - que trarão revelações ainda mais graves. Enquanto isso, a multinacional Coca-Cola continua tentando mascarar o assunto, o que vem sendo acompanhado com apreensão pelas autoridades competentes. Um laudo “britânico” vem sendo citado como “contraprova”, mas sua simples leitura o torna absolutamente manipulado e inútil.

Substâncias não-identificadas - O que é claro é que os exames feitos pelo INC demonstraram, ainda, segundo afirma o laudo, a “existência de outros picos que correspondem a outras substâncias que foram eluídas e detectadas nos exames realizados por cromatografia em fase gasosa/espectrometria de massas”(...). Mas é muito importante que seja esclarecido ao público que o que se procurava não era cocaína; e, sim, derivados de folhas de coca, que produzem outras substâncias, advindas da composição química, e também passíveis de criar dependência física e psíquica.

A resposta do Instituto Nacional de Criminalística (Fac-símile à disposição da imprensa - Respostas às questões do Ofício 1SECM/RI Nº.3022/2004 – Câmara dos Deputados, Primeira Secretaria, datado de 08/11/2004 e protocolado sob o número 08059.075047/2005-86, e quesitos formulados no RIC 1866/2004 – Prot. 08001.008963/2004-95) foi a seguinte:

a) Pergunta: O “Extrato Vegetal” importado pela empresa Recofarma/Coca-Cola Indústria Ltda. ou representantes da empresa norte-americana Stepan Chenical Company, é derivado da folha de coca?

RESPOSTA: Sim, segundo os dados publicados na literatura científica (e.g Robert L.Dupont, Jr., M.D. – Drogas: uma luta sem trégua), em monografias sobre cocaína (e.g José Renan Rocha Ribeiro – Cocaína da origem à distribuição) e na apostila de Leopoldo OREPESA (material reservado) de cursos ministrados pela Drug Enforcement Administration (DEA/E.U.A), as folhas de coca provenientes do vegetal cientificamente denominado Erytroxylum novagranatense, variedade truxillensi, cultivada no Peru, são utilizadas como matéria-prima na fabricação do extrato vegetal a partir do qual é fabricado o refrigerante Coca-Cola.

É PROIBIDO USAR FOLHAS DE COCA E SUAS PREPARAÇÕES, ORDENA LEI.

Segundo a legislação de entorpecentes em vigor (DL 891, de 25/11/1938, itens 13 e 14), o uso de folhas de coca e suas preparações é terminantemente proibido no país, assim como a utilização de cocaína, seus sais e preparações. A lei faz distinção clara e cita todas as formas proibidas, tanto quanto ao uso, cultivo, transporte e comercialização. O item 13 abrange a folha de coca e suas preparações; o item 14 veta a utilização de cocaína, seus sais e preparações. As substâncias não identificadas no exame, portanto, comprovam que a lei está correta: derivados de entorpecentes não conseguem ser identificados em exames, como é este caso. Ressalta-se, assim, que a proibição se estende a qualquer parte da folha de coca.

“Não adianta mascarar a verdade. As autoridades constituídas têm o dever de tomar uma providência imediata, proibindo a comercialização do produto”, protesta Laerte Codonho, dono da Dolly, quem levantou o assunto. “Como pode um alimento, consumido inclusive por crianças, trazer folhas de coca e outras substâncias não-identificadas?”

MENTIRAS DESCOBERTAS - Até agora, a Coca-Cola em seus mais de 64 anos de existência no país, jamais teve seu Extrato Vegetal analisado, e vinha utilizando todas as formas de pressão e poder econômico para que esses fatos não fossem revelados. No Congresso Nacional, em audiência pública em novembro do ano passado, o presidente da Coca-Cola do Brasil, Brian Smith, e seu diretor químico, José Mauro de Moraes, mentiram e chegaram a fazer escárnio com o assunto, respondendo ironicamente que o extrato vegetal era “de um vegetal”, e negando que o produto utilizasse folhas de coca. Tentavam, nervosamente, como agem sempre que se toca nesse assunto, que os deputados se dessem por satisfeitos com um exame feito em 2000, diretamente do produto final, e onde a presença das folhas de coca seria indetectável.

STJ – Impetrado pela Dolly, desde março deste ano tramita no Superior Tribunal de Justiça, STJ, o Mandado de Segurança MS-10.530, e que está nas mãos do desembargador Peçanha Martins. O mandado é contra o Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Já solicitava providências imediatas para a cassação do registro da Coca-Cola, justamente com base nesse assunto, e que agora se agrava ainda mais com a divulgação do laudo oficial, vindo do mais importante órgão brasileiro, e ao qual coube a afirmação sobre o uso de folhas de coca e substâncias não-identificadas na fabricação do refrigerante mais vendido do país.

“QUEM CONHECE ALGUÉM VICIADO EM GUARANÁ?”, QUESTIONA DEPUTADO AUTOR DO REQUERIMENTO

Para responder a todas as questões formuladas pelo requerimento do deputado federal Renato Cozzolino, aprovado pelo Congresso Nacional o ano passado, e que requeria o exame do Extrato Vegetal, os peritos avaliaram a necessidade de novos exames. “O atendimento a este quesito será feito posteriormente por meio de laudo complementar, o qual poderá englobar outros dados provenientes das análises adicionais que serão ainda realizadas, caso sejam úteis para o esclarecimento do caso e observando-se as considerações contidas na formulação do quesito”g”, respondem.

Para Cozzolino, que vem sofrendo toda sorte de pressão desde que se interessou pelo assunto, o laudo do INC já é uma grande vitória, mas mesmo assim esse laudo será questionado, porque a coleta do material em Manaus foi feita sem sua presença e de outros deputados, como previa o requerimento, entre outros problemas. “Os representantes da Coca-Cola em Manaus chamaram os policiais no momento que quiseram, e separaram o material antes dos peritos, obrigando-os a pegar uma amostra específica do extrato vegetal. Fora isso, o requerimento era bem claro quanto à necessidade de um representante dos deputados no instante da coleta”, contesta.

Cozzolino agora espera ansioso uma nova coleta e laudo complementar, e que os exames do Extrato Vegetal da Coca-Cola sejam feitos nos equipamentos mais modernos e apropriados que foram adquiridos pela Polícia Federal.“O que é mais importante é que os três peritos já confirmaram a utilização de folhas de coca, e ainda, pior, acabaram achando outras substâncias não identificadas. Isso é muito sério.Todo mundo já desconfiava, mas agora está comprovado. Por isso que ninguém aparece, por exemplo, viciado em Guaraná.

E o refrigerante chama Coca-Cola por quê? Não é porque tem alface! O consumidor precisa estar mais atento ao que dá aos seus filhos”, comenta, esclarecendo que irá até o fim nessa investigação. “Isso não é um problema nacional só. Mas de todo o mundo. Porque é daqui de Manaus que sai o concentrado consumido na maior parte dos outros países. Não adianta nada o Departamento Americano de Drogas, DEA, ficar fazendo discurso, quando a sua principal empresa americana é a maior compradora da produção de coca do mundo”.

DOLLY DENUNCIA CONCORRÊNCIA DESLEAL HÁ MAIS DE DOIS ANOS

Para desespero da multinacional, o assunto sobre a existência de folhas de coca entre os ingredientes da Coca-Cola, foi trazido à tona novamente por uma empresa concorrente, e que conhece muito bem os processos de produção. Desde 2003 a fábrica nacional de refrigerantes Dolly acusa a
Coca-Cola, em todas as instâncias administrativas e legais, de concorrência desleal, abuso do poder econômico e práticas criminosas, comprovando ações da multinacional para tirá-la do mercado.

Conseguir comprovar a existência de folhas de coca e outras substâncias não identificadas é apenas mais uma denúncia, entre tantas, sobre as atividades
da Coca-Cola.
Como “Davi contra Golias”, a Dolly tem tido uma verdadeira queda-de-braço com a Coca-Cola que, por sua vez, usa todo o seu poderio para evitar que informações fundamentais como estas – inclusive de Saúde do consumidor - venham a público. Chegou até a contratar a empresa de investigação Kroll para monitorar os passos do dono da marca, Laerte Codonho, fato descoberto por acaso durante uma operação da Polícia Federal contra Daniel Dantas, do Banco Opportunity.

Informações: Marli Gonçalves – MTB 12.037 - Assessoria de Imprensa Dolly Refrigerantes - Tel. 11. 9945-5668 - marligoimprensa@yahoo.com.br “
Fonte: Marly Gonçalves - Assessoria de Imprensa Dolly Refrigerantes – 07/11/05
MeuJornal – 10/11/05
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Medicamento para disfunção erétil tem propaganda suspensa

"A Anvisa determinou a suspensão de qualquer propaganda, direcionada ao público leigo, do medicamento Vivanza (cloridrato de vardenafila), indicado para disfunção erétil. O produto estava sendo anunciado indiretamente por meio de uma publicidade do laboratório Medley.

O anúncio trazia um endereço eletrônico onde o leitor poderia ter acesso às informações sobre o Vivanza. Apesar da indicação de que as informações eram restritas a profissionais de saúde, a propaganda do Vivanza estava à disposição de qualquer pessoa, já que é possível acessá-la com qualquer nome e número no campo de registro no CRM/CRF/CRO. Tal estratégia de marketing se materializa como instrumento de publicidade e está sujeita aos termos da legislação sanitária vigente.

O anúncio fere o artigo 58 da lei 6360/76, que determina que a propaganda de medicamentos sujeitos à prescrição médica só pode ser dirigida aos profissionais de saúde habilitados a prescrever e dispensar medicamentos. É importante ressaltar que esse tipo de publicidade pode induzir ao uso recreativo do medicamento, por pessoas que não necessitem do tratamento. Apenas o médico é capaz de avaliar a relação de risco-benefício da administração de cada fármaco em cada paciente.

Redução de gordura

Também está suspensa qualquer publicidade da substância Desoxicolato de Sódio, na forma injetável, com fins estéticos. Tem sido divulgado o uso da substância como um meio de redução da gordura localizada, mas não há estudos que comprovem a segurança e a eficácia do Desoxicolato de Sódio para esses casos. (Fonte: Anvisa)”
Fonte: Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – 24/10/05
MeuJornal -25/10/05
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Hepatite C tem novo tratamento de 24 semanas

“(São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se) A Agência Européia de Medicamentos – EMEA – acaba de aprovar o tratamento da Hepatite C com a combinação de alfapeginterferona 2b (PegIntronÒ – com dose baseada no peso) e ribavirina em apenas 24 semanas (ao invés de 48 semanas), período que significa a metade do tempo ao indicado atualmente.

Esta nova possibilidade de estratégia de tratamento beneficiará pacientes infectados com genótipo 1 do vírus da hepatite C, que apresentam baixa quantidade de vírus no sangue (inferior a 600.000 IU/ml) e que atingem resposta virológica na 4ª semana. Ou seja, o vírus não é encontrado no sangue neste momento.

A decisão da EMEA baseou-se em recomendação do Comitê de Produtos Medicinais para Uso Humano (CHMP), que analisou um estudo com 235 pacientes com hepatite C, infectados com o genótipo 1 e baixa carga viral. Eles receberam por 24 semanas o tratamento com a combinação PegIntron (alfapeginterferona 2b) - com dose baseada no peso -, com Rebetol (ribavirina). Em 41% dos pacientes o vírus da hepatite C não foi mais detectado no sangue, na quarta semana de tratamento. Destes pacientes, 92% apresentaram resposta virológica sustentada (permaneceram com o vírus indetectável) por mais 24 semanas após o tratamento.

O tratamento da hepatite C por 48 semanas é padrão em todo o mundo. Mas essa nova orientação poderá diminuir pela metade a duração da terapia, trazendo benefícios ao paciente e reduzindo os custos. Essa decisão da EMEA resultará na indicação desse tipo de tratamento aos 25 países da Comunidade Européia, Islândia, Noruega e posteriormente outros países, como o Brasil.

“Os resultados importantes deste estudo clínico com PegIntron e Rebetol refletem os esforços contínuos da Schering-Plough para definir dose e tratamentos mais adequados para grupos específicos de pacientes”, afirmou Robert J. Spiegel, diretor médico e vice-presidente do Schering-Plough Research Institute.

Hepatite C

A Hepatite C Crônica é uma doença grave que quando não tratada pode evoluir para a cirrose hepática e hepatocarcinoma (câncer de fígado). Atualmente a hepatite C é a primeira causa dos transplantes realizados no Brasil. Estima-se que existam no mundo cerca de 200 milhões de pessoas infectadas pelo vírus da Hepatite C. No Brasil as projeções indicam que existam entre 2 e 3 milhões de pessoas infectadas.

PegIntron

PegIntron (alfapeginterferona 2-b) é um medicamento da Schering-Plough, com três apresentações (80, 100 e 120 microgramas), cuja prescrição é individualizada, de acordo com o peso corporal, atendendo com isso as necessidades de todos os pacientes. Além de ser comprovadamente mais eficaz que os interferons em doses fixas, essa estratégia posológica - ao se considerar a dose baseada no peso do paciente - reduz significativamente os custos com o tratamento, já que 95% dos portadores brasileiros pesam menos do que 75 kg e podem ser beneficiados com as apresentações de menor custo desta nova classe de medicamentos.

Atualmente, este é o único medicamento que pode ser prescrito de acordo com o peso e que pode ser obtido gratuitamente nas Secretarias Estaduais de Saúde por pacientes que se encaixam nos critérios de tratamento aprovados pelo Ministério da Saúde.”
Fonte: Fernanda A. Torres / Letra Comunicação- 07/10/05
MeuJornal - 09/10/05
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Novo tratamento para a asma chega ao Brasil

(São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se) “Com elevada eficácia, mais fácil de usar e econômico, Alvesco, o novo corticóide inalatório da ALTANA Pharma, é a novidade para a prevenção de crises asmáticas

A ALTANA Pharma, indústria farmacêutica alemã, lança no mercado brasileiro o Alvesco (ciclesonida), um novo corticóide inalatório para a prevenção das crises e controle da asma, uma doença grave e sem cura que acomete 10% da população brasileira.

Indicado para a prevenção e tratamento da asma persistente (leve, moderada ou grave) em adultos e crianças a partir de 12 anos, Alvesco é o único produto do gênero capaz de prevenir e controlar os sintomas da doença com apenas uma dose diária.

Essa característica é possível em razão das novas propriedades de liberação e distribuição da droga no organismo, que resultam em efeito antiinflamatório prolongado e direcionado exclusivamente ao território pulmonar.
“Uma única dose por dia facilita o uso e a medicação em solução inalatória propicia a liberação de doses precisas de corticóide, evitando uma subdose do medicamento”, destaca a dra. Maristela Sampaio, gerente médica da ALTANA Pharma.

O Alvesco acompanha um dispositivo de liberação do medicamento em spray que utiliza o propelente HFA, uma substância que não afeta
a camada de ozônio.
“A presença do HFA propicia uma menor deposição da medicação na garganta e uma maior deposição nos pulmões, órgão-alvo da medicação antiinflamatória”, afirma a médica.

Além de atingir um índice de 52% de deposição pulmonar e uma retenção prolongada do medicamento no pulmão, podendo ser utilizado em dose única diária, um outro diferencial de Alvesco é que ele apresenta menos efeitos colaterais locais (na orofaringe) ou sistêmicos, em relação a outros corticóides inalatórios.
“Sabe-se que os corticóides inalatórios são muito seguros, mas eventos como candidíase oral, rouquidão, faringite, retardo da velocidade de crescimento das crianças, adelgaçamento da pele e osteoporose são efeitos esperados com o uso da medicação. Esses fatores persistem como preocupação do uso de corticóides inalatórios, especialmente se usados em doses elevadas e por longo prazo”, finaliza a dra. Sampaio.

O Alvesco mostrou-se em estudos clínicos realizados em todas as faixas etárias e diferentes graus de intensidade da asma, tão eficaz quanto os atuais corticóides inalatórios, com o diferencial de menor incidência de efeitos adversos locais e sistêmicos. Isso ocorre graças à sua ativação apenas em território pulmonar e à uma elevada afinidade protéica que permite que apenas 1% do medicamento circule livremente na corrente sanguínea.

Eficácia e segurança

Sua eficácia foi avaliada em pacientes de todas as faixas etárias (crianças acima de 4 anos de idade, adolescentes, adultos e idosos), com asma leve, moderada ou grave, em estudos duplo-cego, comparativos ao placebo e aos corticóides de referência de uso no tratamento da doença. Os estudos demonstraram que Alvesco é bem tolerado e efetivo no tratamento da asma em seus vários níveis de intensidade, e a eficácia e segurança foram mantidas ao longo de 12 meses de tratamento.

Alvesco é uma solução com dose média recomendada de 160 mcg, apenas uma vez ao dia, e não precisa ser agitado para promover a homogeneização do medicamento. No Brasil, o medicamento foi aprovado recentemente pela ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e será comercializado sob prescrição médica, em todas as farmácias e drogarias, a partir de agosto.

Os corticóides inalatórios

De acordo com o GINA (Global Initiative for Asthma), que determina as diretrizes mundiais para a classificação e tratamento da asma, os corticóides inalatórios são considerados, atualmente, a melhor conduta de tratamento de manutenção para combater a inflamação presente nas vias aéreas, devendo ser utilizados em todos os pacientes com asma persistente.

A asma

A asma é uma doença que acomete os pulmões e se caracteriza por uma inflamação crônica das pequenas vias aéreas. Os principais sintomas são tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 300 milhões de pessoas são portadoras de asma em todo o mundo. No Brasil, a asma afeta, aproximadamente, 10% da população, acometendo crianças, adultos e idosos de todos os níveis socioeconômicos. Estamos entre os países de maior prevalência em todo o mundo.

Embora a ciência tenha evoluído de forma significativa nas últimas duas décadas, com o melhor conhecimento da doença e o surgimento de drogas cada vez mais eficazes no seu controle, a asma não tem cura e, se não controlada adequadamente, pode levar o paciente à morte.

Sobre a Altana - Sediada em Konstanz, na Alemanha, a ALTANA Pharma é uma indústria farmacêutica pertencente ao grupo ALTANA AG, uma companhia internacional com mais de 10 mil funcionários e 30 subsidiárias, além de empresas associadas na Europa, Américas e Ásia. Suas atividades estão centralizadas em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, com foco para a pesquisa e inovação terapêutica na gastroenterologia, pneumologia e oncologia.
A subsidiária brasileira, primeira sede fora da Europa, foi fundada em 1954, na cidade do Rio de Janeiro, e conta com aproximadamente 800 funcionários.
Mais informações sobre a empresa estão disponíveis no site www.altanapharma.com.br.”
Paula Sartori - Fonte: In Press Porter Novelli (Comunique-se) – 29/08/05
MeuJornal – 30/08/05
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Plano não pode impor limite de internação em UTI

Plano de saúde tem de cobrir por tempo indeterminado a internação em UTI. O entendimento é do juiz Jomar Juarez Amorim, da 3ª Vara Cível de São Paulo, que obrigou o plano de saúde da Associação Auxiliadora das Classes Laboriosas a pagar, sem limite de prazo, a internação de um aposentado de 86 anos de idade em estado crítico de saúde até a alta. Os planos de saúde costumam cobrir internação pelo prazo limite de 30 dias. O plano já cumpriu a sentença.

O aposentado, sofrendo de doença grave foi cobrado pelo tempo que precisaria permanecer na UTI além dos 30 dias. A defesa do aposentado representada pelo advogado Robson Orgaide entrou com ação declaratória de nulidade de cláusula contratual alegando que a cobrança é abusiva de acordo com o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor e a Súmula 302 do Superior Tribunal de Justiça.

O juiz Amorim reconheceu como abusiva a cláusula contratual e mandou que se prolongasse indefinidamente a internação do paciente, levando em consideração apenas o critério médico. “Pelo exposto, julgo procedente o pedido e torno definitiva a liminar, pondo fim ao processo com fundamento no art. 269, inc. I, do Código de Processo Civil”, concluiu o juiz.
Maria Fernanda Erdelyi - Fonte: Revista Consultor Jurídico – 26/08/05
MeuJornal: 28/08/05
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Efeito colateral
Bayer é condenada por falta de advertência em bula

“A indústria farmacêutica Bayer foi condenada a indenizar um agricultor em razão dos efeitos colaterais causados por um remédio fabricado ela. A decisão é do juiz da 14ª Vara Cível, Estevão Lucchesi de Carvalho. O dano moral foi fixado em R$ 30 mil e o material em R$ 1 mil. Cabe recurso.

Segundo o processo, o agricultor sofre de pressão arterial e colesterol alto. Como tratamento, o médico receitou o medicamento Genfibrozila. Algum tempo depois, foi receitado, para ser usado junto com o Genfibrozila, o Lipobay, fabricado pela Bayer.

O juiz entendeu que houve negligência do fabricante ao não apresentar na bula qualquer advertência quanto ao uso associado do Lipobay com o Genfibrozila.

A combinação dos dois medicamentos causou ao agricultor fraqueza muscular progressiva dos membros inferiores e superiores e fortes dores nas articulações. Três dias depois do início dos sintomas, o agricultor apresentou um quadro profundo de tetraplegia (paralisia dos quatro membros) e lesão renal.

O agricultor teve de ser internado às pressas e passou quase dois meses no hospital, um deles na UTI. O quadro apresentado pelo agricultor foi de rabdomiólise (doença que destrói a musculatura esquelética) provocado pelo Lipobay. A informação é do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Em sua defesa, a Bayer alegou que o “quadro clínico do agricultor derivou de sua própria conduta imprudente ou mesmo de falha no acompanhamento médico e que a comercialização do medicamento atendeu a todas as exigências previstas na legislação”.

O juiz observou os laudos periciais no processo e a advertência Agência Nacional de Vigilância Sanitária, na qual constava que a combinação de Genfibrozila e Lipobay aumenta o risco de contrair rabdomiólise.”
Fonte: Revista Consultor Jurídico – 19/08/05
MeuJornal – 19/08/05
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Parada que rende
Refeição no local de trabalho dá direito a hora extra.

“Para os juízes da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP), o intervalo para repouso ou alimentação durante a jornada de trabalho é obrigatório e o empregado pode decidir como aproveitá-lo. “O entendimento foi aplicado no julgamento de Recurso Ordinário do Hospital Beneficência Portuguesa.

Uma auxiliar de enfermagem, ex-empregada do hospital, entrou com processo na 22ª Vara do Trabalho de São Paulo reclamando, entre outras verbas, o pagamento de horas extras, por ser obrigada a usufruir o intervalo na jornada de trabalho na sala de lanche localizada no mesmo andar da sala de U.T.I, "para que, no caso de eventual emergência, pudesse prestar imediato atendimento".

O artigo 71 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) determina que, "em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de 2 (duas) horas". A auxiliar de enfermagem trabalhava no hospital das 21h30 às 7h30.

A vara julgou procedente o pedido da reclamante. Inconformado com a sentença, o hospital recorreu ao TRT-SP.

Segundo o juiz Paulo Augusto Camara, relator do recurso no tribunal, se a reclamante era obrigada a permanecer nas dependências do empregador durante todo o intervalo, "significa que a autora ficava à disposição do empregador no decorrer de toda a jornada".
"O empregador, quando deixa de conceder intervalo intrajornada, está, na verdade, exigindo que o empregado labute em período destinado a descanso. O pagamento, no caso, destina-se a remunerar labor extraordinário, pouco importando se a supressão acarreta ou não excesso de jornada", observou o relator.

A 4ª Turma acompanhou o voto do juiz Camara por unanimidade, determinando que o hospital pague à ex-empregada uma hora extra por dia de trabalho, com um acréscimo de 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho.”“
Fonte: Infojur- Revista de Informação Jurídica – 19-07-05
MeuJornal – 23-07-05

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Imédia de L`Oreal com cabelos em pé

“A 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Unidade Francisco Sales, condenou a Procosa Produtos de Beleza a indenizar, por danos morais, uma consumidora, com o valor de R$7.000,00. Ela teve queda acentuada de cabelos, em decorrência de uma reação alérgica, depois de usar, por um ano, um produto fabricado pela empresa, a tinta Imédia de L`Oreal nº 8. O incidente gerou calvície na região temporal com área de 5 cm².

Após vários exames, ficou detectada forte presença de níquel no organismo da consumidora, devido ao uso da tinta. Por recomendação médica, ela passou a sofrer várias vedações como evitar contato com moedas, ferramentas de corte, lâminas de barbear, bijuterias. Enfim, todos os utensílios que possuem metal em sua estrutura. Teve, inclusive, que substituir os talheres de inox pelos fabricados em madeira.

Na tentativa de ver-se ressarcida pelos prejuízos à sua saúde, e compensada pelos constrangimentos, ela ajuizou ação de indenização por danos morais contra a Procosa Produtos de Beleza. A empresa, que funciona no Rio de Janeiro, tentou isentar-se da culpa, alegando que a consumidora não seguiu a recomendação do fabricante, deixando de fazer a prova de toque, a fim de verificar eventual reação alérgica. Disse que, na composição da tinta apresentada na embalagem, não constam quaisquer sinais metálicos, inclusive o níquel.

No entanto, os desembargadores Mariné da Cunha (relator), Walter Pinto da Rocha e Irmar Ferreira Campos atestaram que a consumidora vinha se utilizando há meses da tintura fabricada pela Procosa Produtos de Beleza e que a empresa não demonstrou que a mercadoria não apresentava defeito, ou seja, que não foi a causadora do problema. A alegação da falta de teste indicado nas instruções também não foi acolhida pelos desembargadores já que, neste caso, também, a empresa não apresentou provas.

Devido à séria alteração estética, além de alguns problemas de saúde, constatados nos autos, o dano moral foi reconhecido pelos desembargadores, que determinaram à empresa o pagamento de indenização à consumidora.”
Fonte: Revista de Informação Jurídica - 23/06/05
MeuJornal – 25/06/05

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Tomografia convence fumantes a largar cigarro

"Pacientes submetidos à tomografia computadorizada para diagnóstico de câncer no pulmão sentem-se persuadidos a largar o vício ainda que não seja confirmada a lesão, apenas por visualizar os 'estragos' causados pelo cigarro.

Pesquisadores de Minnesota, nos Estados Unidos, conduziram estudo de 926 fumantes e 594 ex-fumantes. Os participantes foram examinados três vezes ao ano, passando por tomografia computadorizada do pulmão. Pacientes que receberam resultados apontando anormalidades com maior freqüência foram os que mais decididamente abandonaram o hábito de fumar.

"Vários fatores contribuem para a abstinência do fumo", diz o médico radiologista Marcelo Secaf. "Entre eles, idade avançada, piora das funções pulmonares e resultado de tomografia apontando anormalidade".

A incidência de câncer pulmonar aumenta 2% ao ano, mundialmente. No Brasil, em 2003, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) registrou 22 mil novos casos e mais de 16 mil mortes pela doença - que é causada, em 90%, pelo tabaco. Fumantes ativos, passivos, ex-fumantes e pessoas com histórico familiar fazem parte de um grupo de alto risco que deve fazer exames com intervalos de um ou dois anos, após os 50.

"Muitas pessoas negligenciam a saúde, deixando para procurar um médico somente depois dos primeiros sintomas. Isso é um erro grave que pode comprometer as chances de melhores condições de sobrevida do paciente, caso venha a se confirmar um câncer pulmonar.

Tumores de localização central costumam provocar tosse, ronco e falta de ar. Os que estão instalados no ápice pulmonar podem desencadear dores nos ombros e braços. Mas há tipos silenciosos de câncer, que não dão sinais. Esses, geralmente, ou estão localizados em uma região mais periférica do pulmão, ou têm dimensões tão pequenas que ainda não produzem sintomas", avalia o médico.

Segundo Secaf, maiores são as chances de tratamento adequado quanto mais precocemente for detectada a lesão no pulmão. "A tomografia computadorizada (TC) é o exame mais preciso e recomendado nesses casos, porque dá uma visão em 'fatias' milimétricas de todo o pulmão, permitindo medir o volume do nódulo, posição, relação com as estruturas ao redor etc.

Vale lembrar que mesmo quando o exame não identifica nenhum nódulo, isto não quer dizer que o câncer pulmonar não possa vir a se desenvolver no futuro caso a pessoa continue a fazer parte do grupo de alto risco. Daí a importância de controle periódico e, principalmente, de abolir o cigarro para sempre".
Fonte: Dr. Marcelo Secaf, radiologista da URP Diagnósticos Médicos
Marco Berringer/Ex-libris Comunicação Integrada – Maxpress Net - 13/06/05
MeuJornal – 14/03/05
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Mais tempo para opinar sobre manipulação de medicamentos

"A Anvisa, do Ministério da Saúde, ampliou o prazo de participação da sociedade na Consulta Pública nº 31, que propõe novas regras para o funcionamento das farmácias de manipulação. Participe.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde ampliou o prazo de participação da sociedade na Consulta Pública nº 31, que propõe novas regras para o funcionamento das farmácias de manipulação. Entidades representativas dos setores envolvidos com o assunto e a sociedade civil terão mais 90 dias, a contar de 20 de junho, para enviar sugestões e críticas à proposta da Anvisa.

A extensão do prazo também permitirá a realização de vários debates em todo o país, sobre o tema, com a participação de técnicos da agência. Hoje (8/6), técnicos da Anvisa participam de seminário a respeito da manipulação na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Para amanhã (9/6), estão previstos debates na Assembléia Legislativa de São Paulo e no Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em São Paulo. Dia 15, será a vez da Fiocruz, no Rio de Janeiro, promover uma discussão a respeito do funcionamento das farmácias magistrais.

A proposta estará disponível, na íntegra, durante o período de consulta no sítio http://www.anvisa.gov.br/divulga/consulta/index.htm

Sugestões deverão ser encaminhadas, por escrito, para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SEPN 515, Bloco "B" Ed. Omega, 3º andar, Asa Norte, Brasília, DF, CEP 70.770.502, ou para o e-mail divht@anvisa.gov.br
Fonte: Agência Saúde/ Idec-Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - 08/06/05
MeuJornal: 11/06/05
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Gripe do frango. Quando a informação é pinto.
“Meu filho corre perigo? Ou a matéria que ainda não li.

Todos sabem que o mundo está – de novo – em perigo. Um vírus potencialmente mortal está se reproduzindo nas aves asiáticas e ameaça a pouco estável paz sanitária do planeta. A influenza aviária (ou gripe do frango) é a maior ameaça à saúde no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Poderia matar milhões de pessoas em poucas semanas.

Para a mídia, o assunto é, portanto, uma "grande" notícia. E, inclusive do ponto de vista jornalístico, não é tão novo: mais ou menos oito anos atrás lembro-me de já ter avisado aos meus leitores: "Cuidado: a pandemia pode acontecer amanhã". Mais: desde então, ao tempo em que o vírus real foi dando pequenos avisos (um surto aqui, outro lá), outra doença se disseminou pela cobertura midiática: a uniformidade. Todas as matérias são iguais.

O que estão informando hoje os jornais brasileiros? Em geral, há dois tipos de matérias. As notícias internacionais, cheias de cifras, nas quais o número de frangos abatidos ou de casos humanos na Ásia podem ser seguidos, semana a semana. Um assunto tão próximo a nós – pode-se dizer – como os mortos no Iraque. Essas matérias incluem quase sempre também outros números, divulgados pelas organizações internacionais, que mostram uma visão geral do futuro do planeta, se a tragédia acontecer.

Há um outro tipo de matéria, na qual o protagonista é o Brasil, país que – do ponto de vista macroeconômico – está por enquanto se beneficiando da tragédia. As exportações de frangos e derivados aumentaram um 10% graças ao "bendito" vírus que não chegou aqui. Só falta estampar camisetas com a legenda "I love H5N1" (o nome da cepa viral) como ingresso para as festas dos empresários avícolas que já lucram com os ganhos. Eles sabem onde está o perigo, e investem em blindar suas granjas contra a entrada do (frango) inimigo.

Estratégia militar

O leitor comum, que só conhece o frango quando já está assado, que gosta de viver, ama a sua família e procura nos jornais informação para a sua saúde, está sendo esquecido desta vez. Há boxes com perguntas e respostas de tipo "É perigoso comer frango?", mas o verdadeiro problema de saúde humana não está nas pautas.

Como está se preparando o Brasil se o pior, a temida transmissão humana, acontecer?
O que interessa é: "Se o vírus chegar de avião a Guarulhos, escondido no nariz de um passageiro, minha família está em perigo?". A resposta é, claramente, sim. A sua, e milhões de outras também.

Surgem as dúvidas. Será que minha cidade ou estado tem estoque suficiente de remédios? A Sociedade de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos – um local quase tão distante do epicentro da possível pandemia como nós – recomenda ter desde agora uma quantidade de antivirais suficiente para tratar ao menos 50% da população.

Temos? Quem os fabrica? Vamos depender das importações? Tomara que não. Não posso imaginar nenhum país que venda a sua produção de remédios em plena crise sanitária.

Imaginemos (para chutar um número) que só haja drogas para 10% da população. Em São Paulo, são 4 milhões de pessoas que vão tomar o mesmo remédio ao mesmo tempo. Milhares vão ter dúvidas, sofrer efeitos adversos... qual é o plano? Os especialistas alertam: é necessária uma estratégia militar para uma guerra que os cientistas acham inevitável.

Bug do milênio

Melhor que tomar remédio depois é tomar vacina antes, claro, e as perguntas são quase as mesmas, mas o problema parece tecnicamente mais difícil de ser resolvido: a vacina deve ser feita "na hora", na medida, e não estaria pronta antes de seis meses após o inicio da tragédia.

Muitas coisas mudaram desde a pandemia de gripe de 1918, que matou 50 milhões de pessoas. As comunicações, por exemplo, e a existência do conceito de saúde global.
O poder da mídia também aumentou. Não seria bom aproveitar?

É verdade que a responsabilidade maior cai sobre as autoridades veterinárias dos países atingidos, a Organização da Saúde Animal (OIE) e a OMS. Mas há muitos motivos – econômicos, de soberania das nações etc. – que impedem muitas vezes que esse trabalho seja bem feito. A Sars já serviu de amostra. Se o pior acontecer, é evidente que melhorar na hora a segurança dos aeroportos poderá não ser suficiente.

Nos Estados Unidos foi estimado em 100 mil o número de mortos de uma pandemia suave, se o país não se preparar (dados do CDC, Centers for Disease Control and Prevention dos EUA).

Fazer uma matéria clara e sem erros sobre os riscos da pandemia é fácil.
Com a internet, duas horas são suficientes.

Mas a matéria que eu gostaria de ler é outra. Dá para usar o modelo das matérias que a mídia fez quando o país se preparava para o Bug do Milênio, às vésperas do ano 2000 – uma tragédia anunciada que felizmente nunca aconteceu. O assunto, de certa maneira, é parecido. Os jornais noticiavam como estávamos nos preparando. E só falávamos de máquinas.”
Roxana Tabakman, bióloga e jornalista especializada em saúde
– Fonte: Observatório da Imprensa - 01/06/05
MeuJornal - 01/06/05
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"Patch Adams
A importância de uma medicina mais humana

(São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se ) O médico que emocionou o mundo com sua história no filme “Patch Adams – o amor é contagioso”, ministrará palestra em São Paulo e em São Bernardo do Campo, nos dias 13 e 21 de junho de 2005

Dr. Hunter Adams, médico reconhecido internacionalmente pelo bom humor e pelo jeito peculiar de encarar a profissão, em visita ao Brasil no próximo mês de junho, ministrará palestras em São Paulo. “A importância de uma medicina mais humana” é destinada aos profissionais da área médica e interessados pelo tema e será realizada no dia 13 de junho, às 15h e também às 18h, no Centro de Convenções Rebouças e no dia 21 de junho, às 16h, no Centro de Formação dos Profissionais da Educação (Cenforpe), em São Bernardo do Campo. Para mais informações sobre as inscrições e formas de pagamento, basta acessar o site www.patchadamsnobrasil.com.br ou pelo telefone
(11) 4121 8687.

Na faculdade de medicina, Patch Adams foi muito criticado por sua postura considerada pouco ortodoxa, ao aplicar o riso como auxílio aos métodos de recuperação. Mesmo sendo duramente perseguido durante todo o período acadêmico, após concluir o curso, Adams instala uma clínica na Virgínia, EUA. No Gesundheit Institute, a partir da priorização da relação humana, os pacientes deixam de ser “leitos ocupados”, determinados por um número e passam a ter nome, sonhos, fraquezas, dilemas e uma história, elementos considerados fundamentais durante o tratamento. O hospital, primeiro a unir completamente todas as formas de terapia, juntando bem-estar e artes, já atendeu, mais de 15 mil pacientes.

Em 1998, após ter sua agitada vida transportada para o cinema, em “Patch Adams – O amor é contagioso”, sua história ficou conhecida no mundo todo e, apesar de estar há alguns anos nas locadoras, o filme é bastante recorrente no meio da medicina até os dias de hoje. De acordo com estudos médicos e com resultados surpreendentes, o riso agora é considerado como terapia, já que um sorriso ou uma gargalhada cria uma onda vibratória que gera relaxamento corporal imediato e estende-se para todo o corpo proporcionando ao paciente sensação de bem-estar físico, mental e emocional, além de contribuir para a prevenção de diversas enfermidades.

A proposta de Adams, hoje com 72 anos, é minimizar o sofrimento provocado pela hospitalização, incluindo no tratamento, além da medicação necessária, bom humor, criatividade, alegria e amor, através de um diferenciado conceito de atendimento, atualmente disseminado por ele e por toda sua equipe. Em suas palestras, Adams reafirma a inclusão do sorriso e da alegria como forma de agilizar o tratamento e promover a aproximação humana entre médicos e pacientes. "
Paulo Rogério - Fonte: Parabólica Comunicação – (11) 3266-8090
Comunique-se - 16/05/2005
MeuJornal – 16-05-05
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Aumenta número de pessoas alérgicas

Estudo divulgado pelo British Medical Journal diz que, entre as décadas de 70 e 90, o número de pessoas alérgicas aumentou em dez vezes. "Acreditamos que algo está mudando nas pessoas, tornando-as mais sensíveis. Não porque haja mais pólem no ar, nem mais ácaros. O problema não deve estar no meio ambiente, mas no organismo humano", diz o professor Malcolm Law, coordenador da pesquisa.

Até bem pouco tempo, os estudos se concentravam nas crianças, já que os adultos pareciam ser menos suscetíveis. Mas a equipe do professor Law testou 11 tipos de agentes, como pólem, células mortas da pele de cães e gatos, poeira doméstica e ácaros, descobrindo, ao final, que 42% dos 513 voluntários manifestaram reações alérgicas.

A pneumologista Alenita Oliveira, do Hospital Paulistano, explica que "as alergias podem ser definidas como uma reação exagerada ou uma hipersensibilidade do sistema imunológico a determinadas substâncias estranhas ao nosso organismo. Essas substâncias podem ser componentes da poeira doméstica, como os ácaros e resíduos de insetos, grãos de pólens, esporos de fungos, alimentos, látex, picadas de insetos e até certos tipos de remédios".

Especialista em asma, doutora Alenita diz que o aumento das doenças alérgicas é um fenômeno mundial. "Algumas teorias propostas incluem a permanência cada vez maior do homem em ambientes fechados, como casas, escritórios e shopping centers. Sistemas pobres de ventilação e uma exposição maior a alérgenos (inalatórios, cutâneos ou ingeridos) também contribuem para as crises".

Outra teoria recente é a da "higiene". "Há quem defenda que as alergias estão aumentando devido às condições cada vez mais higiênicas de países desenvolvidos, impedindo a exposição do homem a certos patógenos como bactérias e parasitas que ajudariam o organismo a desenvolver o nosso sistema imune em determinadas direções. Está claro, porém, que o desenvolvimento de alergias é um evento multifatorial que dependende da predisposição genética e da exposição ambiental à qual o paciente é exposto".
Fonte: Dra. Alenita Oliveira, Pneumologista do Hospital Paulistano,
Especialista em Asma / Ex-libris Comunicação Integrada / MaxPress Net (29/04/05)
MeuJornal (30/04/05)
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Lipoaspiração não é método de emagrecimento

(São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se) Muitas promessas de emagrecimento são procuradas pela população, tais como chás medicinais, adesivos cutâneos, dietas populares, pílulas que regulam o apetite e cirurgias de redução do estômago. Entre elas a lipoaspiração é freqüentemente solicitada por pessoas que estão acima do peso.
Entretanto, especialistas alertam que a idéia de que procurar cirurgia plástica para emagrecer é uma grande ilusão.

Segundo a especialista em cirurgia plástica e Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dra. Deusa Pires Rodrigues, é preciso saber quais são os reais benefícios que a lipoaspiração proporciona. “É comum encontrar pacientes que procuram este tipo de cirurgia com o objetivo de perder peso. Contudo, é um erro pensar que a lipoaspiração é um método de emagrecimento. Durante a intervenção, só podemos retirar uma média de 3,5 quilos, o que é insuficiente para emagrecer uma pessoa”, afirma.

De acordo com a médica, a gordura do paciente não pode ser aspirada em grandes quantidades, pois uma parte do sangue do corpo é eliminada durante o procedimento. Se a retirada de gordura for excessiva, o paciente sofrerá uma perda sangüínea muito intensa, o que pode ocasionar quadros de anemia.

A lipoaspiração é um procedimento destinado a remover apenas gorduras localizadas, como as que se encontram debaixo dos braços, nos quadris e na região abdominal. São aquelas gorduras que são difíceis de serem eliminadas com exercícios físicos e regimes alimentares. Portanto, os especialistas recomendam aos pacientes acima do peso que procurem a cirurgia somente quando alcançarem o emagrecimento esperado, através de tratamento, preferencialmente feito sob orientação de um médico.

Muitas vezes, mesmo após o emagrecimento, a lipoaspiração sozinha não é capaz de resolver o problema, pois em muitos casos existe um excesso de pele, que também deve ser retirado, para que a pessoa adquira a forma desejada.

De acordo com a Dra. Deusa, a regra que vale também para o público infantil. As crianças, ainda que tenham acúmulo de gordura no corpo, a ponto de comprometer seu bem estar físico e psicológico, não devem se submeter à lipoaspiração ou a qualquer cirurgia puramente estética. “Fazemos estas recomendações não porque o motivo da correção seja considerado fútil, mas porque as alterações de um tecido antes de sua maturação final pode resultar em distorções”, afirma a especialista. Já em adolescentes, a lipoaspiração é mais aceita pelos médicos, contanto que o jovem não seja obeso.

Se o objetivo é emagrecer, portanto, é fundamental que o paciente, antes de procurar por clínicas de cirurgia plástica, que costumam prometer a solução
de qualquer problema estético, procurem se informar com profissionais especializados e de confiança. “Somente pessoas qualificadas possuem condições de indicar qual o melhor procedimento para cada caso”,
afirma a Dra. Deusa.
Dra. Deusa Pires Rodrigues – Especialista em Cirurgia PlásticaVera Morais - Fonte: Vera Morais Assessoria de Imprensa – Comunique-se (15-04-05)
MeuJornal (17-04-05)
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Meu bebevinho, aliás, meu bebezinho.
Estudo diz que vinho aumenta fecundidade


“ (Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil - Comunique-se) A bebida sempre foi encarada como um inimigo da gestação. Realmente, mulheres grávidas devem se manter afastadas do álcool.
No entanto, o vinho pode ser um aliado para aquelas que querem engravidar.

Essa é a conclusão de uma pesquisa internacional realizada pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Dinamarca com cerca de 30 mil gestantes.
“Esse trabalho concluiu que mulheres que bebem vinho em quantidades moderadas têm uma maior taxa de fecundidade” , conta Selmo Geber, professor da UFMG e especialista em reprodução humana.

A pesquisa avaliou o efeito da bebida alcoólica no tempo necessário para obtenção da gravidez. Os autores analisaram também o tipo de bebida alcoólica, sendo separados em três grupos - um exclusivo de vinho, outro de cerveja e o terceiro contendo bebidas destiladas. Ainda foi considerado se a gestante bebia pouco, moderadamente ou muito. As mulheres que faziam uso de bebida alcoólica foram comparadas a mulheres que não faziam uso de nenhum tipo de álcool.

Os resultados encontrados demonstraram que as mulheres que faziam uso moderado de vinho tinham mais filhos, fumavam menos que as demais e engravidavam com mais rapidez, quando comparadas àquelas que consumiam outras bebidas. Para as que não usaram nenhum tipo de álcool, a taxa de fecundidade foi menor do que a observada nas que bebiam. A maior taxa de fecundidade também foi registrada em mulheres que fizeram uso exclusivo do vinho.

“Vale ressaltar que a menor taxa de fecundidade ficou com o grupo de mulheres que faziam uso excessivo de álcool. Ou seja, os benefícios são validos apenas para o consumo moderado da bebida”, destaca Geber.

O interessante disso tudo, segundo Selmo Geber, é que Dionísio (ou Baco ou Líber) era inicialmente o deus da Vegetação e da Fertilidade. Depois, foi gradualmente, se tornando o deus do Vinho.
Quem sabe se os gregos já não faziam essa associação, só agora discutida por nós? ”, comenta o médico."
Ana Paula Doné, Cilene Impelizieri - Hipertexto Comunicação Empresarial
Comunique-se (25-02-05)
MeuJornal (27-02-05)
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Yang e Yin
Em terapia chinesa cebola combate a bronquite

"( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) ... Livro Terapia Dietética Chinesa descreve a função dos alimentos no equilíbrio energético do ser humano, de acordo com princípios da medicina tradicional chinesa.

”A cebola, além de ser uma das hortaliças condimentares mais utilizadas no mundo, fortalece o pulmão, estômago, intestino grosso e alivia sintomas de resfriados e até bronquites, de acordo com livro Terapia Dietética Chinesa, do médico Mauro Perini, especialista em medicina tradicional chinesa e fundador do Spa Clínica Yan Sou, em Bragança Paulista – SP. A obra baseia-se nos mesmos princípios usados, por exemplo, na acupuntura, prática reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira.

Como na acupuntura, a alimentação baseada nos princípios da tradicional medicina chinesa considera o homem como o conjunto entre matéria e energia. A parte material é a que podemos tocar, e a energia, responsável pelo movimento. A vida se expressa por meio dele, que ocorre à custa da energia que é sempre bipolar, sendo negativa ou positiva ou, para os chineses antigos, Yang e Yin. A saúde depende do equilíbrio entre esses dois elementos, que podem sofrer influ&ecir