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A última edição de A Gazeta na General Osório, 1982 - Foto: arquivo Álvaro José Silva Tempo de viver
Roberto Junquilho Chega-me às mãos uma foto em preto e branco nesta tarde fria e chuvosa de 28 de setembro, quando, contrariando o meu desejo de estar em casa num canto mais aconchegante, deleitando-me nas coisas que mais gosto, um texto bíblico, talvez, encontro-me no primeiro piso do Shopping Vitória para comprar algo que necessito.
”Ao entregar-me a foto, Álvaro José Silva pergunta: “Você trabalhava n'A Gazeta em 1982?”. Ele mesmo responde afirmativamente, colocando o indicador no rosto de uma figura magra, parte de um grupo de jornalistas que, naquela noite, comemorava na redação do jornal o fechamento da última edição na sede velha da rua General Osório. A consciência flui ao olhar a foto e rever vários colegas de profissão.
Alguns, poucos, já foram desta para outra vida, como Martinha e Marcelo Corrêa, mas a maioria ainda se encontra na ativa. Revejo a velha redação, com as mesas desgastadas pelo uso, fotografias e cartazes colados nas paredes encardidas, o taco escuro do piso, e sinto na memória o matraquear das velhas Remington e Ollivetti. O ambiente é festivo, pois a mudança é para melhor: o prédio novo e espaçoso da avenida Beira Mar. Relembramos, eu e Álvaro, fatos marcantes da época, alguns engraçados, outros, demasiadamente tristes.
Todos eles, porém, parte bem marcante de nossa trajetória de vida, do tempo de viver que nos foi concedido pelo Deus e Pai e nosso Senhor Jesus Cristo. No meu interior, louvo a este Deus, rejeitado por mim, naquele tempo mais voltado para uma visão marxista do mundo, olho o rosto de Álvaro, sorriso aberto debaixo dos cabelos assumindo a cor de neve, como os meus, os sulcos do rosto expressando as marcas do tempo.
Despeço-me do velho amigo em clima de grande alegria e, silenciosamente, digo “graças a Deus”, com a certeza de que ainda é tempo de viver, pois há tempo determinado para tudo, como afirma o capítulo 3 do livro de Eclesiastes. E envolvo-me na certeza da vida eterna, promessa de Deus para aqueles que têm Jesus Cristo como seu Salvador. Nunca, em tempo algum, alguém falou como Ele: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.
Por este caminho eu vou, eternamente, independente das circunstâncias, dos problemas e de todas as coisas deste mundo, vivendo pela fé, porque “sem fé é impossível agradar a Deus”, como está no livro de Hebreus. Pena que, às vezes, alguns coloquem sua fé em coisas terrenas e passageiras, buscando riquezas, sucesso a todo custo, no jogo de vaidades incontidas, que despreza valores absolutos da vida, como o amor ao próximo, atitude que representa a base de toda ética do ser humano.
Nesta atitude de afetividade encontra-se o respeito ao outro, a moralidade, a obediência a Deus. A foto que Álvaro passa-me às mãos mostra um momento de afeto, quando mágoas e pequenas contendas acumuladas no dia-a-dia da redação foram esquecidas. Que bom seria que todos seguissem a ética bíblica de amar ao próximo, deixando para trás o egoísmo selvagem que nos leva a buscar coisas que, segundo a verdade absoluta de Deus, nada valem, pois que só privilegiam nossos próprios interesses e tornam este mundo mais embrutecido.
Reflito na vida e vejo o quanto sou feliz, porque, apesar de tudo, a minha alegria está no Senhor, que é a minha força.
Olho a foto mais uma vez, observo a chuva fina e fria e contemplo no meu espírito o poder de Deus, o Senhor de todas as coisas, no céu, na terra, embaixo da terra, em todo o universo. E exclamo: Grandioso és tu, Senhor. Muito obrigado por ter-me encontrado.”
Roberto Junquilho – Jornalista - Vitória - ES - 28/09/05
MeuJornal – 01/10/05 NR: Rezam as lendas da foto lá em cima que Paulo Maia teria, em meio a festança, dado uns quatro tiros para o teto, em comemoração ao fechamento da última edição de A Gazeta na General Osório. O próprio Paulo mais Álvaro Silva, Junquilho, Tinoco, Sérgio Egito, Tani, Martinha, Janc e
Marcelo Martins aparecem na foto.
Quem conheceu a turma do jornalismo capixaba desse tempo, há 23 anos, emocione-se buscando identificar quem é quem na imagem. O Paulo Maia, acho, hoje é ânimo menos pipocante e deverá marcar SIM pelo desarmamento :>) E quando detenho o olhar em Martinha e Marcelo Corrêa, o bobo dispara e oszóio aguam. Devem estar aprontando em alguma redação em outra dimensão.
Dino Gracio 01-10-05
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Gay-O-Meter avalia quanto você é gay. Ou não. Channel4 é um site - english language - com testes como Slob-O-Meter,
Love-O-Meter, Pet-O-meter e outros. Testes ( quizz) do site prometem medir os graus de diferentes preferências e sentimentos de pessoas - e animais (o ex-Ministro do Trabalho Magri já dizia que cachorro também é gente) e agora foi lançado o Gay-O-Meter. Sim, senhor. Ou senhora, ou seja o que for. Agora, com o Gay-O-Meter do Channel4 você pode – diz o site - aferir seu grau de gayzice . Responda a umas 100 perguntas e ao final saiba da dura - ou não - verdade: Você é gay, em algum grau, e não sabia. Ou já sabia. Ou desconfiava ou bem que desconfiavam.
O que não interessa, a vida é sua. Com base em informações aprofundadas que dispõe sobre certas
figuras, Nardo Buzun, PAAMJ- Pesquisador de Assuntos Acachapantes de MeuJornal – fez o teste como se fosse essas mesmas
figuras
e os resultados, segundo Nardo,
foram surpreendentes. Tem ooo...tem aaa... Xápralá.
Bem, amigo de MeuJornal diz que fazer o teste “é coisa de macho” . Faça seu teste no Channel4 e veja no que dá. No que dá? Epa!
Fonte: FI (futucando na internet) – 25/09/05
MeuJornal: 25/09/05
_____________________________________________________________ Consumidor frito
Brasileiro paga água a preço de peixe “Das doze amostras analisadas, dez foram reprovadas no teste do descongelamento. O resultado demonstra a ausência de legislação para o produto e necessidade de menção obrigatória do peso drenado O potencial nutricional do peixe é inquestionável, pois reúne várias fontes importantes para o organismo humano como proteínas, cálcio, Omega 3 e Omega 6. Embora o consumo de peixe seja pequeno no Brasil – cada brasileiro consome 6,8 kg anuais de pescado, metade do recomendado pela Organização Mundial de Saúde –, o excesso de água no produto, decorrente de má fé dos fabricantes e responsáveis ou da falta de normas, negligência ou fraca fiscalização por parte dos órgãos de controle, representa um verdadeiro crime contra a economia popular.
E o peixe só não é mais consumido no país pelo seu preço elevado. Em fevereiro deste ano, o Idec revelou em teste exclusivo que o consumidor estava pagando por uma quantidade excessiva de água presente nas aves congeladas. Em parceria com o Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem-SP), foi feito, entre os meses de julho e agosto últimos, um teste com a mesma finalidade, em peixes congelados. O resultado foi até mais espantoso: nos pescados congelados, o peso da água pode representar até 43,1% do peso total do alimento. Para se ter uma idéia do que isso representa em prejuízo ao consumidor, em quase 1 kg de cação em posta, por exemplo, ao preço de R$ 8,90, pode se estar pagando R$ 3,83 pela água incorporada no processo de congelamento. O teste analisou três aspectos: a rotulagem, a água perdida em dois processos: desglaciamento e descongelamento. Foram testados três tipos de produtos: filé de merluza e de pescada e posta de cação. Das doze amostras comercializadas em supermercados da Grande São Paulo – oito da indústria pesqueira e quatro de supermercados que compram o produto a granel e o embalam na ausência do consumidor –, dez possuíam mais água do que o razoável; quatro traziam uma rotulagem adequada e metade dos produtos ultrapassou os níveis de água admitidos legalmente no glaciamento. ............................................................................. O consumo de pescados no Brasil ainda é muito discreto, contando com apenas 6,8 kg/hab/ano, muito menos do que os 37,1 consumidos de carne bovina ou dos 15,6 consumidos em todo o mundo. Tal inexpressividade, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estaria relacionada a fatores culturais, mas principalmente pelo alto custo do produto no Brasil, provocado por uma intensa intermediação ao longo da cadeia comercial. ............................................................................. Faça o teste em casa Veja como medir a quantidade de água presente no peixe congelado e verificar se ela excede 15% do peso total do produto. Para quem tem balança, basta pesar o produto ainda congelado e depois de totalmente descongelado e fazer a conta. Quem não possui balança, pode fazer o seguinte: a) anote o peso líquido indicado na embalagem; b) deixe o peixe descongelar totalmente em um recipiente seco; c) deixe escorrer por cerca de um minuto a água ainda restante no pescado com o auxílio uma peneira, sobre o recipiente; d) despeje o líquido em outro recipiente (totalmente seco) com medidas em mililitros e anote a quantidade (se não dispuser deste recipiente, a dica é usar um copo normal, como os de requeijão, que contém cerca de 250 ml); e) como cada mililitro de água corresponde a aproximadamente 1 grama, você terá idéia da quantidade de água e seu peso relativo ao peso total do alimento ainda congelado. ............................................................................. Sugestões do Idec aos consumidores - Dar preferência para a aquisição de peixes frescos aos congelados; - Na necessidade de aquisição de peixes congelados, verificar se na embalagem encontram-se informações como prazo de validade para diferentes temperaturas (refrigerador, congelador acoplado ao refrigerador e congelador independente – freezer); - Acondicionar corretamente o produto e dentro do menor espaço de tempo possível a partir do horário da compra; - Descongelar somente sob refrigeração ou em forno de microondas, pois as outras formas orientadas pelos rótulos não são adequadas; - Cuidar para que, na preparação, os utensílios usados no produto cru não tenham contato com produtos já processados ou que serão consumidos crus. - Levar a denúncia junto aos órgãos de fiscalização competentes caso o quantidade de água do descongelamento seja maior – em peso – do que 10% do peso do produto. Segue a relação: 1. aos órgãos estaduais e municipais de vigilância sanitária (veja a lista no site da Anvisa );
2. ao SIF/DIPOA do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento por meio da Central de Atendimento, por telefone (0800 611 995), fax (61 321 8360), e-mail: binagri@agricultura.gov.br ”
Fonte: IDEC- Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - 13/05/09
MeuJornal - 18/09/05
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Delação digital
Yahoo! acusado de ajudar prisão de jornalista chinês Edição de Leticia Nunes (com Larriza Thurler) “O provedor e portal de internet Yahoo! foi acusado pela organização Repórteres Sem Fronteiras, na semana passada, de ajudar as autoridades chinesas na localização e detenção do jornalista Shi Tao, condenado a 10 anos de prisão em abril por "divulgar segredos de Estado ao exterior". De acordo com a organização, o portal teria colaborado ativamente com a investigação do jornalista, ex-editor do extinto jornal Contemporary Business News na província de Hunan.
Ele teria remetido para sítios de internet de outros países, por e-mail, uma nota interna das autoridades chinesas enviada a veículos de comunicação do país em 2004 sobre os perigos em torno da divulgação do aniversário de 15 anos do Massacre da Praça da Paz Celestial. Este texto era considerado "segredo de Estado" pelo governo, e sua divulgação serviu para a condenação de Tao. Em comunicado, uma porta-voz do provedor afirmou que "como empresa internacional, o Yahoo! deve certificar-se de que seus sítios locais operam de acordo com as leis, regulamentações e costumes do país em que estão sediados". O co-fundador da empresa, Jerry Yang, disse em um fórum online no sábado (10/9) que o Yahoo! foi compelido por "uma ordem legal" de autoridades chinesas a divulgar a direção IP, ou bloco de rede, que identifica o local de onde Tao registrou a informação na internet – ou seja, de onde o jornalista enviou o e-mail – e que não daria mais detalhes sobre o caso. Em fevereiro, o Comitê para Proteção dos Jornalistas, organização com sede nos EUA, divulgou relatório em que apresenta a China, pelo sexto ano consecutivo, como o país com o maior número de jornalistas encarcerados – hoje, são 42. A China não tem leis que protejam o direito à informação privada, o que torna mais fácil para a polícia pedir a empresas como o Yahoo! que forneçam evidências associadas a um possível crime. A empresa-sede do Yahoo!, na Califórnia, criticou a censura do governo da China a sítios de notícias e blogs. A RSF manifestou-se contra a atitude da divisão chinesa do Yahoo! e acusou a empresa de estar cada vez mais ligada ao governo chinês. Segundo a ONG, Tao é um "bom jornalista que pagou por tentar transmitir informações para o exterior". Lucie Morillon, porta-voz da RSF em Washington, afirmou que a prisão do jornalista só foi possível com a cooperação do Yahoo!. “Com informações de Alexa Olesen [AP, 6/9/05], Jane Macartney [The Times, 8/9/05], John Ruwitch [Reuters, 8/9/05] e Elaine Kurtenbach [AP, 10/9/05].
Fonte: Observatório da Imprensa – 13/09/05
MeuJornal – 14/09/05
_____________________________________________________________ Dívida paga
Banco Fiat condenado por inscrever cliente na Serasa O Banco Fiat foi condenado a pagar R$ 12 mil de indenização a um cliente por inscrever seu nome na Serasa, mesmo com as parcelas de seu financiamento quitadas. A decisão é da 6ª Vara Cível de Brasília, Aiston Henrique de Sousa. Cabe recurso. Segundo os autos, o correntista firmou contrato de financiamento com o autor da ação, no valor de R$ 17.715,72, dividido em 36 parcelas mensais. Todas as parcelas foram pagas, mas por um engano o cliente trocou o pagamento da quarta parcela pela quinta. Logo em seguida, ele pagou a parcela que faltava, sem juros ou encargos, por autorização do banco. Mesmo em dia com as parcelas, o cliente recebeu diversas cobranças e carta da Serasa comunicando-lhe que seu nome estava inscrito na lista de maus pagadores. O banco, porém, retirou-o do cadastro de inadimplentes. O juiz considerou que a culpa do banco ficou configurada no fato de ter inscrito o nome do cliente na Serasa quando ele já havia quitado todas as parcelas. Segundo a decisão, dano moral ficou caracterizado porque o cliente passou pelo constrangimento de não poder fazer compras em seu nome. Fonte: Revista Consultor Jurídico – 09/09/05
MeuJornal – 10/09/05
_____________________________________________________________ Mercado Livre condenado por não entregar produto “O site de vendas Mercado Livre terá de ressarcir uma consumidora por não cumprir a promessa de entregar o produto que ela comprou. A decisão é do juiz da 33ª Vara Cível de Belo Horizonte, José Antônio Braga. O juiz julgou o pedido parcialmente procedente e condenou o site a indenizar a consumidora em R$ 205 por danos materiais. Cabe recurso. A estudante comprou um mini gravador através do site de vendas no dia 15 de junho de 2004. Pagou pela mercadoria R$ 193, com preço do sedex incluso. Porém, em casa, o gravador apresentou problemas. As informações são do TJ-MG. A estudante entrou em contato com o site e com o vendedor. Foi combinado que ela enviaria o gravador para São Paulo e receberia de volta um produto novo, o que não aconteceu. Inconformada, a estudante entrou em contato novamente e descobriu que o vendedor foi desabilitado pelo site. Sem alternativa, a estudante ajuizou Ação Redibitória cumulada com pedido de indenização contra o site e o vendedor. Em sua defesa, o Mercado Livre alegou que apenas disponibiliza um espaço para oferta de bens e que a finalização do negócio é feita entre comprador e vendedor. Além disso, sustentou que fornece serviço e não produtos. Também disse que não recebeu nenhum lucro pelo negócio, não podendo figurar como réu no processo. Como o vendedor não foi encontrado, a empresa foi condenada ainda a pagar custas processuais e os honorários advocatícios. Para o juiz, “se há falhas e o serviço se torna defeituoso, não fornecendo a segurança necessária e esperada pelos clientes, a empresa deve responder pelos danos causados, mormente em se tratando de serviço eletrônico”. Os danos morais foram julgados improcedentes.
Fonte: Revista Consultor Jurídico – 24/08/05
MeuJornal – 25/08/05
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Residência é impenhorável em qualquer hipótese A alegação de que a parte cujo bem foi penhorado é proprietária de vários bens imóveis não é suficiente para afastar a decisão que julgou impenhorável um dos imóveis na qual residia. Segundo a Subseção 2 Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, é também irrelevante a circunstância de o imóvel não ter sido inscrito na condição de “bem de família” no cartório de registro de imóveis, uma vez que não há exigência legal neste sentido. A decisão foi tomada no julgamento de um recurso ordinário em ação rescisória. Os recorrentes eram um casal cujo imóvel residencial havia sido penhorado para o pagamento de uma dívida trabalhista decorrente da condenação de uma empresa da qual a mulher era sócia numa reclamação trabalhista movida por um de seus ex-funcionários. Depois do trânsito em julgado da reclamação, o casal ajuizou a ação rescisória visando desconstituir a ordem de penhora. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (2ª Região) julgou procedente o pedido, sendo taxativo ao registrar que “o imóvel penhorado é aquele onde os autores mantêm sua residência há longos anos”. O ex-empregado, nas razões do recurso, alegava que o bem em discussão – uma casa – não era utilizado como moradia, e que o imóvel só poderia ser considerado como bem de família se assim registrado em cartório. Alegava, também, que a família era proprietária de “vários bens imóveis, não sendo assim o bem penhorado o único bem de propriedade dos recorridos”. O relator do recurso, ministro Barros Levenhagen, fundamentou seu voto na Lei nº 8.009/90, segundo a qual “o imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, contraída pelos cônjuges ou pelos pais ou filhos que sejam seus proprietários e nele residam” (art. 1º). O relator observou também que, em outro artigo (art. 5º), a mesma lei prevê a impenhorabilidade até mesmo na hipótese de a família ser proprietária de vários imóveis utilizados como moradia."
Fonte: Revista de Informação Jurídica - 16/08/05
MeuJornal – 21/08/05
______________________________________________ Quem tem Orkut deve ter medo. “O site de relacionamento social Orkut se transformou em um fenômeno de popularidade na Internet Brasileira, onde os usuários cadastrados através do seu perfil expõem a sua biografia, manifestam preferências, falam da família, publicam fotos, exibem seus amigos e associam-se a comunidades virtuais interagindo com terceiros que possuem hábitos e interesses comuns, não se dando conta de que devassaram a sua privacidade, tornando-se seres humanos de vidro no mundo digital. Para se ter uma idéia, atualmente já existe cerca de 1.500.000 usuários no Brasil, sendo mais do que 50% na faixa de 18 a 25 anos. O site pertence ao império formado pelo Google, que indiscutivelmente é a empresa que possui a melhor de ferramenta de busca de banco de dados do mundo eletrônico. O lado bom do Orkut O grande impacto positivo do Orkut em relação ao perfil dos internautas brasileiros a meu ver, se deve ao crescimento vertiginoso e surpreendente do número de usuários que aderiram ao serviço pelo inegável poder da interatividade, inclusive através de fotos, sem que os limites geográficos funcionem como barreira que dificulte encontrar uma pessoa com interesses comuns mesmo que resida a quilômetros de distância. É esta uma das grandes vantagens da Internet: o incrível poder da interatividade a baixo custo! As comunidades se globalizam, sendo criadas desvinculadas dos aspectos geográficos e unindo-se apenas por interesses comuns, com a rapidez e agilidade da comunicação eletrônica, propiciando uma vantajosa troca de experiências e eventualmente até mesmo a realização de negócios. Esta malha eletrônica social tem revelado algumas características peculiares dos seus usuários: são pessoas que gostam de interagir, viver em comunidades, valorizam objetivos comunitários, compartilham arquivos, são exibicionistas e adoram bisbilhotar o perfil de terceiros. O lado negro do Orkut Se por um lado vários negócios, amizades, relacionamentos e até casamentos têm surgido a partir destas redes sociais, por outro, tem sido cenário para a prática de vários abusos, pois o provedor do serviço não tem a menor possibilidade técnica de controlar a veracidade do conteúdo que é inserido, editado ou retirado diariamente nas inúmeras comunidades e perfis de usuários. Embora o serviço possua uma política de uso e privacidade, na prática, o controle sobre o conteúdo divulgado é insuficiente ante a incidência de alguns ilícitos. Este perfil talvez possa se justificar também pelo fato da empresa ter sede nos Estados Unidos onde a legislação local assegura através da primeira emenda da Constituição Americana uma ampla liberdade de expressão muito além dos limites admitidos pela legislação brasileira. Contudo, isto não significa que o provedor do serviço, ou mesmo qualquer infrator que tenha domicílio no Brasil estejam isentos de punição. Isto porque o nosso Código Penal considera como local do crime aquele onde se produziu o resultado. Vale dizer, não importa se o conteúdo da informação esteja armazenado nos Estados Unidos, o ilícito, mesmo que tenha origem no estrangeiro, mas que produza efeitos no território brasileiro, será julgado pela legislação nacional. A cada dia vem aumentando os casos em que alguns abusos têm causado impacto extremamente negativo para algumas pessoas, mesmo aquelas que não sejam usuários daquele “site”. É comum deparar-se com perfis falsos de celebridades ou não, que foram criados por anônimos, configurando-se clara hipótese de falsidade ideológica. Este controle nem sempre é eficaz, pois o provedor não tem como controlar efetivamente a falsidade das informações. O prejuízo será maior nos casos em que o site permite o envio de recados por anônimos, que favorecem amplamente a prática de crimes contra a honra. Nestes casos, mesmo que não seja possível a identificação do remetente, uma vez configurado o dano contra a honra de uma pessoa, o
site poderá ser condenado a indenizar, por estar servindo como
suporte para a prática do ilícito. Tem sido crescente a prática de outros tipos penais
como apologia às drogas, racismo e incitação ao nazismo. É inegável que o serviço transmite uma falsa impressão aos seus
usuários de que o conteúdo armazenado é legalizado, por se tratar de uma zona sem lei, contando ainda com descontrole gerencial das informações por parte do proprietário da infra-estrutura da rede. Os Orkutianos devem ficar em alerta, pois o que pode se passar por uma diversão sem alcance do controle legal, estará sujeita em vários casos a aplicação da lei brasileira."
Alexandre Atheniense - Advogado
Fonte: Infojur – Revista de Informação Jurídica – 15/08/05
MeuJornal – 15/08/05
_______________________________________ Direito de rir
Livro com piadas sobre advogados
“O
que há de comum entre os discos voadores e os advogados
honestos? - Todo mundo diz que já viu, mas ninguém
consegue comprovar!”. “Por que razão é
aconselhável enterrar advogados em covas profundas? —
Porque, no fundo, eles são gente boa”. “Um
advogado e um traficante pulam ao mesmo tempo de um edifício.
Quem chega ao solo primeiro? — Quem se importa?”. Essas são algumas piadas que o advogado Nelson Lopes de
Oliveira Ferreira Junior e o procurador do estado de São
Paulo Milton Célio de Oliveira Filho contam no livro O
Advogado que Ri — As melhores piadas da lei.
Os dois são amigos do tempo da faculdade e já trabalharam
juntos na área cinematográfica.” A idéia do livro surgiu num bate papo entre amigos. O
grupo discutia como presentear um advogado. “Fomos a uma
livraria e vimos que não havia romances ou livros sobre
história só sobre advogados. Daí tivemos
a idéia de escrever o livro de piadas. Algumas histórias
nós já tínhamos, outras inventamos e outras
colhemos de filmes”, explica Nelson Lopes. O advogado não teme represália dos colegas de profissão.
Segundo ele, o bom humor faz parte da tradição acadêmica.
“Os bons profissionais, éticos, com boa formação,
não vão se incomodar porque as piadas exploram as
fraquezas e os defeitos humanos”. Nelson Lopes esclarece
que o advogado que comprar o livro estará também
fazendo uma boa ação porque os direitos autorais
foram doados para um orfanato."
Ficha técnica - Título: O Advogado que Ri -
Editora: Matrix
- Páginas: 104 - Preço: R$ 17
Conheça
algumas piadas do livro Salários de Advogados
“Um dono de escritório comenta com outro:
- No meu escritório, paga aos advogados o ‘salário-cebola’:
eles o vêem, agarram-no e se põem a chorar.
- Já no meu – diz o outro – pago-lhes o ‘salário-celular’:
fica cada dia menor.” Cobras e advogados
“Você sabe por que cobras não mordem advogados?
- Por uma questão de ética. E por que os advogados, podendo, mordem as cobras?
- Porque não têm nenhuma ética”. Somente a verdade
“O larápio é levado preso ao delegado de polícia
e ouve o alerta:
- O senhor sabe que tem o direito de falar apenas na presença
de seu advogado, não sabe?
O ladrão:
- Não é necessário, doutor. Eu só
quero falar a verdade.” A última do livro:
“Afinal, por que as piadas sobre advogados não provocam
risos em ninguém?
- Ora, porque os advogados não as acham engraçadas.
E as pessoas em geral não acreditam que possam ser só
piadas.”
Fonte:
Consultor Jurídico
– 23-07-05
MeuJornal – 23/07/05
__________________________________________________ Sindicato capixaba não pode cobrar assistência
em rescisão “É ilegal a cobrança de taxa por assistência
prestada pelo sindicato durante a rescisão do contrato
de trabalho de seus filiados. A Primeira Turma do Tribunal Superior
do Trabalho negou recurso de revista ao Sindicato dos Empregados
em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social,
de Orientação e Formação Profissional
do Espírito Santo (Senalba-ES), ao julgar que a cobrança
representa uma afronta à legislação trabalhista
(CLT) e ao princípio constitucional da legalidade. A discussão judicial teve origem na ação
civil pública proposta pelo Ministério Público
do Trabalho contra o Senalba-ES, devido à cobrança
de taxa para assistência na rescisão do contrato
de associados com mais de um ano de serviço. A primeira
instância trabalhista determinou que o sindicato se abstivesse
da cobrança, por entendê-la como contrária
à “norma de ordem pública” que prevê a gratuidade
do serviço assistencial. O Tribunal Regional do Trabalho
da 17ª Região (com jurisdição no Espirito
Santo) manteve a sentença. O Senalba capixaba recorreu ao TST sob o argumento de que a decisão
regional teria violado o art. 8º, inciso I, da Constituição
Federal. O princípio assegura a liberdade dos sindicatos
ao proibir “ao Poder Público a interferência e a
intervenção na organização sindical”.
Também sustentou a inconstitucionalidade do art. 477, §7º,
da CLT, onde é dito que “o ato da assistência na
rescisão contratual será sem ônus para o trabalhador
e empregador. As alegações da entidade sindical foram refutadas
pelo relator do recurso, o juiz convocado Guilherme Bastos. Ele
entendeu que a interpretação regional dada aos dispositivos
legal e constitucional foram adequadas, inclusive porque o §
7º do art. 477 foi acrescentado à CLT pela Lei nº
7.855/89 para tirar qualquer dúvida a respeito da gratuidade
da assistência sindical na rescisão dos contratos.
“Não há qualquer incompatibilidade com o texto constitucional”,
frisou o relator. A afronta ao art. 8º, I, da Constituição foi
igualmente afastada. “Não se verifica qualquer limite à
autonomia sindical”, observou Guilherme Bastos. “A cobrança
de taxa pelo sindicato restringe um benefício assegurado
pela lei de maneira não condicionada (CLT, art. 477, §
7º), tanto para empregados como para empregadores, e cria
exigências não previstas em lei, contrariando o princípio
da legalidade estatuído no art. 5°, II, da Constituição
da República”, acrescentou.”
Fonte: Consultor
Jurídico - 24/06/05
MeuJornal – 25/06/05
_____________________________________________________________ "Linha livre
Telefone por internet já incomoda as teles fixas A promessa de ligações interurbanas e internacionais
até 90% mais baratas que as oferecidas pelo mercado de
telefonia fixa tem sido o canto da sereia de empresas de telefonia
via internet — sistema conhecido como VoIP. Mais difundido nas
empresas, o serviço está crescendo entre clientes
residenciais. Na terça-feira, ao comentar os resultados
do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, o secretário-executivo
do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa,
chegou a dizer que a VoIP é um dos novos componentes tecnológicos
que contribuíram para a queda de 3,2% no setor de comunicações,
na comparação com o primeiro trimestre de 2004.
O serviço ainda não é para todos, já
que o usuário precisa ter um computador e acesso à
banda larga (internet de alta velocidade) para fazer as ligações.
Mas já incomoda a concorrência, apesar de a Agência
Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda estar
discutindo o serviço. O analista de telecomunicações
Eduardo Roche, da Ágora Senior, lembra que o sistema de
VoIP ainda não está regulamentado no país.
Mas ele acredita que, se há difusão do serviço,
ela é sobretudo no mercado corporativo. No residencial,
seria ainda muito residual. As empresas de telefonia fixa reconhecem que a oferta da VoIP
vem crescendo no país, como ocorreu no exterior. O presidente
da Associação Brasileira de Prestadoras de Serviço
Telefônico Fixo e Comutado (Abrafix, que reúne as
concessionárias de telefonia fixa), José Fernandes
Pauletti, explicou que a maioria das empresas já começou
a oferecer o serviço para clientes corporativos. - As operadoras de telefonia fixa vendem os serviços
de banda larga. Mas sobre a forma como ela é usada, se
para passar imagem ou voz, não se tem controle — explicou
Pauletti. Com o uso da nova tecnologia, calcula-se que os gastos com a
conta de telefone caiam em até 40% para o usuário
médio. Para quem faz muitas chamadas interurbanas e internacionais,
a economia pode ser ainda maior. A pedagoga Marjorie Botelho passou
a usar o computador para fazer ligações para dentro
e para fora do país desde o início do ano com o
serviço Skype. Segundo ela, isso permitiu uma redução
de cerca de 60% em sua conta telefônica. Marjorie trabalha
no Sobrado Cultural Vila Isabel e faz muitas chamadas interurbanas,
principalmente para o Sul e o Nordeste. - O serviço permite uma grande redução
de custos —- comemora Marjorie. O ex-banqueiro Luiz César Fernandes, dono da Redevox,
lançou há alguns meses o Thao, que permite ao usuário
de internet banda larga fazer interurbanos pagando uma tarifa
local — ou até falar gratuitamente, se o usuário
do outro lado também tiver o sistema ou fizer parte das
80 outras operadoras mundiais com as quais ele tem convênio.
Fernandes acha que o crescimento desse serviço é
inexorável. O provedor Universo Online (UOL) também lançou,
há menos de um mês, o UOL Fone, restrito a assinantes
do portal de internet banda larga. O usuário compra créditos
para ligações telefônicas nos valor de R$
20 ou R$ 40. A vantagem, segundo a empresa, é o baixo custo
das ligações. Uma ligação para o Japão
pode sair 90% menos pelo serviço. O Skype é outro
sistema bastante procurado por usuários residenciais. Nas
ligações entre usuários Skype não
há custo, e nas ligações internacionais é
preciso comprar créditos em euro com cartão de crédito
internacional. O Brasil não dispõe de estatísticas sobre
o número de empresas que estão migrando para a tecnologia
de VoIP, mas cresce no mercado o número de profissionais
que oferecem suporte a esse tipo de tecnologia. Se é verdade
que as operadoras de telefonia estão preocupadas com a
perda de arrecadação com os interurbanos, também
há quem diga que elas podem se beneficiar de mudanças
na tarifação dos seus serviços. A transmissão
de pacotes de dados pela internet — que é o caso da VoIP
— é mais cara que o serviço tradicional de transmissão
de voz. "
Fonte: Idec-Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor/O Globo – 02/06/-05
MeuJornal – 05/06/05
____________________________________________________________ “Esposa não tem direito à indenização
do marido A esposa não tem direito a metade da cota recebida pelo
marido a título de indenização por danos
morais, por se tratar de valor não alimentar e ter sido
adquirido por motivos alheios ao matrimônio. Com esse entendimento,
a 9ª Câmara Cível do TJRS deu provimento à
Apelação Cível interposta por Débora
R. contra sentença procedente aos embargos de terceiros
de Helena C.F.I em ação de execução
de título extrajudicial movida contra o esposo desta última
Fernando C.L.I. A decisão de 1º Grau, reformada pela Câmara,
determinava que a penhora dos bens de Fernando naquela ação
de cobrança extrajudicial recaísse, tão-somente,
sobre a parte da indenização recebida por ele, ressalvada
a metade que a esposa teria direito. A apelante Helena ajuizou a ação de execução
de título extrajudicial contra o marido da apelada Débora
para haver a importância de R$ 61.470,10, representada por
notas promissórias.
Em razão disso houve penhora de bens dele, inclusive os
direitos e ações que o mesmo tem ou venha a ter
no processo de indenização por danos materiais e
morais movido pela família contra a rede McDonald's em
docorrência da morte do filho, até o limite de R$
169.404,52. Nesse feito a sentença condenou a empresa a
pagar a favor dos autores (o executado, a mulher embargante e
dois filhos), 500 salários mínimos para a esposa
e também para o marido, além de 300 salários
mínimos para cada um dos dois filhos do casal. Para a relatora do recurso no TJ, Desembargadora Íris
Helena Medeiros Nogueira, tanto o pedido de penhora quanto o dispositivo
da sentença indenizatória por dano moral são
claros. Lembrou que o crédito por dano moral do executado
Fernando é no valor de 500 salários mínimos.
“Essa cota do marido não ingressa no patrimônio comum
do casal e, por isso, descabe a pretensão da mulher de
dela extrair meação para si.”
Como verba indenizatória, afirmou, “o benefício
é de natureza pessoal e desprovido de caráter alimentar,
é de direito personalíssimo que não se comunica.”
Salientou que no casamento do regime da comunhão de bens,
há três patrimônios: o pessoal do marido, o
pessoal da mulher e o comum do casal. “São comuns, no regime
de casamento da comunhão parcial, os bens advindo do fruto
da estreita colaboração que se estabelece entre
marido e mulher, qualificando-se como incomunicáveis os
adquiridos por motivos alheios ao matrimônio.”
Fonte: Revista
de Informação Jurídica (28/05/05)
MeuJornal (29/05/05)
________________________________________________________ "Receber vale-transporte e usar carro próprio
dá justa causa Empregado que recebe vale-transporte, mas vai trabalhar com veículo
próprio pode ser demitido por justa causa. Foi assim com
um ex-vigilante da Proevi Proteção Especial de Vigilância.
A empresa descobriu que, embora recebesse vales-transportes, ele
utilizava motocicleta para ir trabalhar. Como prova da acusação,
a Proevi apresentou uma declaração do estacionamento
contratado pelo ex-vigia. A demissão por justa causa foi mantida pela 10ª Turma
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São
Paulo). Ele recorreu da decisão da 1ª Vara do Trabalho
de São Caetano do Sul. A intenção do ex-empregado
era reverter a justa causa e receber os direitos trabalhistas.
Ainda cabe recurso. O relator do Recurso Ordinário, juiz Sérgio Pinto
Martins, considerou que, “em razão da prova documental,
qual seja, declaração do estacionamento contratado
pelo recorrente e das solicitações de vale-transporte
fica evidente a intenção de se enriquecer indevidamente
às custas do empregador em franco ato de improbidade”.
De acordo com o juiz, “constitui ato de improbidade o empregado
requerer e receber vale-transporte quando ia trabalhar de motocicleta.
O ato desonesto do reclamante abala a confiança existente
na relação de emprego, além de fazer com
o empregador tenha de pagar parte do vale-transporte”. A decisão do TRT-SP foi unânime."
Fonte: Revista
Consultor Jurídico – 20/05/05
MeuJornal – 21/05/05
________________________________________________ "STJ autoriza mudança de nome por ridículo
ou vexame Já está disponível no site do Superior Tribunal
de Justiça ( www.stj.gov.br/
), o acórdão da ministra Nancy Andrighi, presidente
da Terceira Turma, que, por unanimidade, negou ao advogado cuiabano
Luiz de Almeida a almejada mudança de nome. Ele pretendia
obter autorização judicial para acrescentar o prenome
Wesley ao seu nome completo, alegando que Luiz de Almeida, por
ser um nome extremamente comum, trouxe-lhe dissabores e aborrecimentos.
Afirmou que tem sido vítima constante de constrangimentos
em virtude da homonímia, juntando ao processo enorme relação
de homônimos extraída dos cadastros de proteção
ao crédito de 12 estados da Federação. Apresentou
também extensa lista de processos judiciais de cobranças
e execuções de 13 estados, nas quais figuram, como
réus, indivíduos com o mesmo nome. Pediu, por isso,
o acréscimo do prenome "Wesley" como forma de
garantir sua individualização perante a família
e a sociedade, argumentando que, na verdade, para distinguir-se,
não tem um nome exclusivo, mas apenas um CPF. Tanto a sentença quanto o acórdão do Tribunal
de Justiça de Mato Grosso julgaram improcedente a ação
ao argumento de que a regra geral é da imutabilidade do
nome civil, ressalvadas as hipóteses legalmente previstas
na Lei de Registros Públicos, não servindo a mera
alegação de vários homônimos para justificar
a retificação do registro civil.
Daí o recurso especial do advogado para o STJ, ao fundamento
de que, em virtude da coincidência de nomes, tem sofrido
constrangimentos e passado por situações vexatórias,
ridículas e de humilhação. Argumentou que,
a rigor, não possui prenome, mas apenas nome – Luiz – e
sobrenome – Almeida – fazendo jus, assim, ao nome juridicamente
completo. Ao negar o recurso, a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi,
argumentou que, de fato, a jurisprudência do STJ tem
permitido a alteração do nome civil desde que presentes
motivos suficientes para esse fim, como, por exemplo, quando o
sujeito é conhecido no meio social pelo apelido que pretende
adotar, ou então, quando se pretende acrescer ou excluir
sobrenome de genitores ou de padrastos. A ministra lembrou o processo da dona de casa Maria Raimunda
Ferreira Ribeiro, do Rio de Janeiro, em que a própria Terceira
Turma garantiu à então recorrente o direito de mudar
o nome Maria Raimunda para Isabela. Mas entendeu que o caso de
Luiz de Almeida não se assemelha a esse outro, primeiro
porque, naquele processo, a dona de casa demonstrou que há
muito era conhecida no meio familiar, social e profissional pelo
prenome Isabela e seu pedido foi de substituição
do prenome, ou seja, trocar Maria Raimunda por Isabela, e não
de simples adição, como no caso do advogado cuiabano.
Para a ministra Nancy Andrighi, ao contrário do processo
da dona de casa, em momento nenhum o recorrente demonstrou satisfatoriamente
ser conhecido no meio familiar ou social pelo prenome que postula
acrescentar. Por outro lado, embora em tese seja possível
entender que a homonímia possa vir a prejudicar a identificação
do sujeito, não é possível ao STJ, nos termos
da Súmula 7 de sua jurisprudência, voltar a examinar
todo o contexto fático-probatório que levou o Tribunal
de origem a concluir que não se configura, na hipótese,
a alegada exposição do recorrente a circunstâncias
vexatórias e situações constrangedoras em
razão dos seus homônimos. Por isso, a relatora não conheceu do recurso de Luiz de
Almeida, mantendo assim integralmente o acórdão
recorrido, sendo seu entendimento acompanhado pelos ministros
Castro Filho e Antônio de Pádua Ribeiro. Não
estiveram presentes os ministros Humberto Gomes de Barros e Carlos
Alberto Menezes Direito.
Elmaro José (também
Dino Gracio) - MeuJornal- 17/05/05
Fonte: Revista
de Informação Jurídica
– 17/05/05
_____________________________________________________
"Oceano de siglas
Preferência Nacional - (Prefnac) Veja este título: "AGU consegue na Justiça
liberar rodovia bloqueada por manifestantes". Ou este: "CCJ
volta a debater PEC que acaba com verticalização
eleitoral". Folheando dois jornais, só nos títulos
e olhinhos, foram encontrados as seguintes siglas: MPF, PIB, BAR,
TCE, FIA, MAPA, Copom, Selic, TJLP, BNDES, CNI, CNDI, BC, MST,
MLST, SUS, INSS, CET, SPTrans, MPE, Fed, OMC, AIG, SAC, Cade,
MTE, TJRS, Fenajufe, CNESF, Condset, Anabb. Afinal de contas,
jornal deve ser lido ou decifrado? Este colunista foi editor e conhece o problema dos espaços.
Mas há limites: a cidade e o estado do Rio, por exemplo,
têm nome curto (e bonito). Por que usar o impronunciável
RJ? Por que Loterj, Coderj e outros aleijões lingüísticos?
Lembranças da ditadura militar, talvez. Milico adora uma
sigla, tipo CISG e Cecomsex, e na ditadura as siglas se multiplicaram.
Mas a ditadura acabou e a mania nacional (Manac) permaneceu. Alguma
siglas, sem dúvida, viraram nomes: BNDES, Banespa, Fiesp,
MST. Mas ganha um picolé de chuchu (da Alckbon) quem disser,
de cara, o que é MAPA, BAR e CNESF. A mania da sigla é engraçada por si – tanto que
os Conselhos Universitários se fazem chamar pela sigla
"CO" (de "oniversitário"). Radicalizou-se
de tal maneira que a sigla passou a condicionar o nome.
Por exemplo, o Mirad, Ministério da Reforma e Desenvolvimento
Agrário, era para ter outro nome: Ministério Extraordinário
da Reforma e Desenvolvimento Agrário. Mudou por causa da
sigla.
Carlos Brickman – Observatório
da Imprensa – 10/05/05
MeuJornal – 14/05/05
__________________________________________________________ "Juiz não pode exigir ser chamado de doutor
pelo porteiro O juiz Alexandre Eduardo Scisinio, da 9a. Vara Cível de
Niterói, julgou improcedente o processo movido pelo juiz
Antônio Marreiros da Silva Melo Neto, da 6a. Vara Cível
de São Gonçalo, contra a síndica Jeanette
Granato e o condomínio Luiza Village, no Ingá, em
Niterói.
Melo Neto, que mora no condomínio, moveu uma ação
por danos morais, com pedido de indenização, e também
para ser tratado por "senhor" ou "doutor"
pelos funcionários do prédio.
Melo Neto entrou com o processo no dia 10 de setembro do ano passado,
alegando ter sido desrespeitado pelos porteiros e pela síndica
quando solicitou ajuda para resolver um problema de infiltração
em seu apartamento.”
Fonte: Revista
de Informação Jurídica
– 07/05/05
MeuJornal - 08/05/05 Ab imo pectore, Melo, melou :>)
Dino Gracio
_____________________________________________ Receita prepara operação para investigar
advogados
“...Os advogados devem pôr as barbas de molho. Embora seja
de um delegado da Receita Federal da Paraíba a informação
de que se prepara uma operação “em cima dos advogados”,
nada indica que a ação seja localizada. A declaração
do delegado Marconi Marques Frazão ao jornal Correio da
Paraíba (edição desta quinta-feira, 28/4)
reflete a preocupação do governo federal em fechar
o cerco aos sonegadores, e não é de hoje que se
levantam suspeitas sobre as origens dos honorários recebidos
pelos advogados. Segundo o texto do Correio, o “Leão” está “afiando
as garras” para iniciar uma investigação detalhada
nas declarações de renda dos advogados e nos recibos
utilizados pelos contribuintes. Na entrevista, ao estilo pingue-pongue,
o assunto é tratado da seguinte forma: Pergunta: Advogados e empresas de combustível também
estão na mira da Receita Federal, certo? Marconi Frazão : Correto. A máfia dos combustíveis
está sendo fiscalizada desde o ano passado. Foram realizadas
quatro ações e lançados R$ 22,648 milhões
em tributos federais sonegados por esse setor. O próprio
número já diz o quanto é sonegado no segmento
de combustível na Paraíba. Quanto aos advogados,
a Receita Federal está captando informações.
Ainda não temos a operação formatada, mas
acredito que, em 2005 ou no próximo ano, será realizada
uma operação em cima de advogados.”
Fonte: Revista
de Informação Jurídica
(28/04/05)
MeuJornal (30/04/05)
_________________________________________________________ Vaga apertada
Carrefour em BH indeniza por roubo de carro em estacionamento
“A 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça
de Minas Gerais (Unidade Francisco Sales) condenou a rede de supermercados
Carrefour Comércio e Indústria Ltda. a indenizar
o consumidor José Otone de Oliveira pelos prejuízos
que teve com o furto de seu carro no estacionamento de um supermercado
da rede. O veículo Monza, ano 85, de José Otone
foi furtado no dia 19 de junho de 2000, no estacionamento do supermercado
Mineirão localizado na Av. D. Pedro I, Bairro São
João Batista, em Belo Horizonte, enquanto fazia compras.
O Monza só foi encontrado no dia 27 de junho, abandonado
no Bairro São Cristóvão. Recuperado pela
Polícia Militar e devolvido ao proprietário, o veículo,
entretanto, estava muito danificado. Um vidro da janela traseira
e o pára-brisa estavam quebrados, o toca-fitas e a ponta
do pára-choque dianteiro estavam danificados, entre diversas
outras avarias. Com a decisão, José Otone receberá
do Carrefour a indenização de R$1.169,80, que corresponde
ao total dos prejuízos que teve. A rede de supermercados havia alegado no processo que não
poderia ser atribuída qualquer responsabilidade a ela pelo
ocorrido, já que não existiu contrato de depósito
entre as partes para a guarda do veículo. Entretanto, o
desembargador Guilherme Luciano Baeta Nunes, relator do recurso,
ponderou que “não há dúvida de que o
consumidor entregou o seu veículo em confiança ao
supermercado, ficando este responsável pela incolumidade
e preservação do referido bem, que estava em seu
estacionamento”. “Ainda que o consumidor não tenha pagado pelo estacionamento,
é patente a culpa do supermercado, bastando entender que
José Otone utilizou dos serviços oferecidos pelo
mesmo e, ainda que de modo indireto, pagou por aquela comodidade,
que serve, não há dúvida, como forma de atrair
a clientela”, acrescentou o magistrado. Os desembargadores
Unias Silva e D. Viçoso Rodrigues acompanharam o voto do
relator.
Fonte: Revista
de Informação Jurídica
(18-04-05)
MeuJornal (18-04-05)
__________________________________________________________ Traição amorosa
Quebre o galho com as dicas de um detetive profissional.
"(Brasilia, Distrito Federal, Brasil - Comunique-se
) Vya Estelar entrevista o detetive Edilmar Lima Edilmar Lima: "Ser detetive é trabalhar com a
inteligência, desvendar mistérios e provar a verdade."
Infidelidade amorosa e detetive particular: uma combinação
perfeita. Vya Estelar entrevistou Edilmar Lima o detetive mais
notório do Brasil. Seu conhecimento 'sherlockiano' já
passou pelo Jornal Nacional, Globo Repórter, Fantástico,
Bom Dia Brasil, Veja, Isto É, Revista Cláudia e
por aí afora. Ele revela qual é a maior bandeira de quem trai, os
principais sinais, as mudanças de comportamento e conta
como é seu trabalho neste tipo de investigação.
Edilmar alerta para um detalhe: antes de procurar um detetive,
pense no que irá fazer com as provas do 'crime'. Ele aconselha
seus clientes até, se for o caso, consultar um advogado
e um psicólogo, para poder lidar com a questão da
traição e uma eventual separação.
Lima possui empresa sediada em Brasília e atende dez
entre dez políticos, resolve casos de infidelidade, traição
virtual, grampo telefônico, crime industrial, comercial,
empresarial e por aí afora. Vya Estelar - Qual é maior bandeira que um traidor pode
dar? Edilmar Lima - A mulher sempre deixa muitos vestígios
por onde passa, às vezes pode ser sem maldade, outras por
provocação. Como por exemplo: cabelo, batom, presilhas
e até roupas intimas podem ser "esquecidos" no
local do encontro ou dentro do veículo do traidor que,
quase sempre traz todos os indícios e provas de sua traição.
Eu costumo dizer assim: o maior vacilo de quem está traindo
é ter um amante, ou seja, trair já é o vacilo.
(risos) Celular é o maior vilão Vya Estelar - Quais são as pistas que indicam que posso
estar
sendo traído (a)? Edilmar Lima - Nos dias atuais, o telefone celular é o
vilão. Geralmente ele toca na hora mais imprópria.
Muitas vezes acaba por levantar suspeita quando quem o atende,
começa a dar muitas desculpas após o termino da
ligação. O carro geralmente apresenta indícios da traição.
Ao entrar no carro você percebe que o banco do passageiro
está inclinado demais, pode ser que ele (a) tenha carregado
algo, ou talvez o carro servira de motel. Vya Estelar - Quais são as mudanças de comportamento
mais comuns por parte de quem trai? Edilmar Lima - Geralmente o homem tende a ficar mais carinhoso
com a mulher 'oficial', e quase sempre seu apetite sexual está
em alta. Em alguns casos, a mulher fica arisca, evita ter relação
sexual com o parceiro, às vezes se irrita fácil
e está sempre na defensiva. Vya Estelar - O senhor é mais solicitado para esse tipo
de investigação pelos homens ou pelas mulheres?
Edilmar Lima - A cada 10 clientes de casos conjugais 6 são
mulheres. Percebi que nos últimos cinco anos, estes números
tiveram mudanças significativas. O homem passou a contratar
mais. Ou seja, antes de 1998 a mulher representava quase 90% dos
clientes de casos conjugais. A meu ver, esta mudança, se
dá pela facilidade de se conhecer novas pessoas. As mulheres
estão saindo mais, e isso faz com que os parceiros fiquem
preocupados com a sua fidelidade. Vya Estelar - Quando as evidências vêm à tona
qual é a probabilidade, de fato, de a pessoa realmente
estar sendo traída? Edilmar Lima - Os dados acima levaram 80% dos meus clientes a
desconfiarem de seus parceiros. Destes, 60% restaram comprovada
as suspeitas. Vya Estelar - Num possível caso de traição,
qual é a hora certa de realmente checar a verdade? Edilmar Lima - Existem diversos indícios que o casal pode
observar dentro da relação. Quando tiver algo de
estranho no ar, procure orientação profissional
e assim você poderá buscar a verdade a tempo de salvar
a relação. A infidelidade, infelizmente já
faz parte de nossas vidas, ela está em todos os lugares.
A liberdade, a igualdade, contribui para que esta aconteça.
A meu ver, não existe ninguém fiel, o que nos torna
fiel ou não, é a ocasião, o momento em que
estamos, se estamos bem com nosso parceiro, no caso da mulher,
a probabilidade de se trair é mínima. Nestes anos
de investigação, constatei que sexo não é
motivo relevante para a mulher trair, mas a falta de amor, carinho,
atenção, afeto dentro da relação,
sim, são fatores que contribuem efetivamente para a traição.
Vya Estelar - Quando o senhor dá as provas do 'crime'
normalmente qual é a reação do cliente? Edilmar Lima - Em geral, a reação é quase
sempre a mesma: decepção. Não me recordo
de nenhum caso de arrependimento. Certa vez, uma cliente havia
me contratado para buscar provas da infidelidade de seu noivo.
Quando entreguei o material, ela começou a rir sem parar.
Indaguei o porquê dos risos, ela me respondeu que estava
muito feliz, pois ela havia descoberto que ele a traía,
e com isso, ela não estragaria sua vida com um casamento
fracassado antes mesmo de começar. Vya Estelar - O que o senhor normalmente aconselha a quem vem
pedir para o senhor investigar um caso de infidelidade? Edilmar Lima - Não deixe que a desconfiança e o
ciúme acabem com a sua relação. Às
vezes, pode ser que o ciúme esteja lhe mostrando algo que
não seja real, pois este nos torna pessoas não compreensivas
- na maioria das vezes, mas se está de fato decidido (a)
a contratar-me então que esteja preparado (a) para o resultado,
pois este não dependerá de mim e sim do seu parceiro
(a). Em geral, peço ao cliente que não mude nada
na sua rotina, que continue como antes, e não comente nada
com ninguém até que esteja concluída a investigação.
Vya Estelar - Qual foi o caso de infidelidade mais surpreendente
que o senhor desvendou? Edilmar Lima - Contratados por uma cliente, eu e a detetive Juliana
Belém, minha sócia, descobrimos que o esposo dessa
nossa cliente a traía com outro homem. Para ela, foi decepção
em dobro, descobriu que estava sendo traída, e pior, trocada
por um homem. Ela, a cliente, depois de um bom tempo me confidenciou
que havia contraído o HIV. Esta nossa cliente faleceu há
pouco tempo. Vya Estelar - Normalmente, quanto tempo dura uma investigação?
Edilmar Lima - Uma semana é um prazo razoável para
se ter a conclusão da infidelidade. Isso dependerá
do andamento do caso a ser investigado: caso recente ou antigo,
problemas na relação, desentendimentos, enfim, tudo
isso contribui para um bom resultado de uma investigação.
Vya Estelar - Visitando seu site constatei que o senhor tem uma
vasta atuação em grandes veículos da mídia.
No entanto, não vi nada referente a uma formação
acadêmica. Enfim, como foi sua formação para
trabalhar como detetive? Edilmar Lima - No Brasil trabalhamos de acordo com a Lei Federal
3099/57 e Decreto Federal 50532/61. A Lei diz que o detetive tem
que ter pelo menos o estudo fundamental. Já nos EUA, existem
faculdades para formação de detetive particular.
Eu acho correto, pois trabalhamos com a vida alheia, com sentimentos
dos outros. Edilmar Lima é autor do livro "Crônicas de
um Detetive" à venda pela livraria Siciliano”
Angelo Medina - Fonte: Comunique-se
(08-04-05)
MeuJornal (10-04-05)
_______________________________________________________________
Uísque para memória
Comunicação da UFES faz trinta anos, produz e dá
livro. MeuJornal recebeu gentil e-mail: “Olá,
As comemorações dos trinta anos do curso de Comunicação
Social da Ufes se iniciam na próxima quarta feira (9 de
março) com o lançamento do livro "Balzaquiano
- Trinta anos do curso de Comunicação Social da
Ufes / 1975 - 2005".
O evento começará às 20 horas, na sede da
Adufes, no campus de Goiabeiras, Ufes, Vitória.
O livro foi escrito por 17 alunos do sexto período de jornalismo
da Ufes em parceria com o professor José Antonio Martinuzzo.
"Balzaquiano ..." será distribuido gratuitamente
no dia do lançamento. O mesmo NÃO estará
disponível para compra após o evento. Porém,
uma cópia do livro em arquivo digital poderá ser
adquirida gratuitamente no site do Creative Commons a partir do
dia 09 de março.
Maiores informações num próximo informativo.
A publicação tem o apoio do Governo do Estado do
Espírito Santo, Ufes, Departamento de Imprensa Oficial
do Estado e Banestes.
Abraços, Vítor Lopes”
Vitor Lopes, UFES, (03-03-05)
MeuJornal (04-03-05) Uísque para memória
A comunicação da Ufes que não está
no livro Balzaquiano Em 1976 ou 1977, por aí, durante uma semana, orientei
um grupo de estudantes de comunicação da Ufes num
exercício de criação da campanha publicitária
para um cliente fictício.
Começava pela criação do nome, passava pelo
desenho da logomarca de um produto e ia até a criação
e mídia de outdoor, anúncios para rádio,
tv, jornais, revistas, pontos de venda, o escambau. Fiz isso com verdadeira satisfação a convite de
XX (quem o conhece, vai sacar o nome verdadeiro), professor da
turma.
Hoje o professor XX é alto executivo de um jornal de negócios
de circulação nacional. Continua figura muito respeitada e querida na propaganda, jornalismo
e meio intelectual do Espírito Santo. Não cobrei nada pelo meu estonteante desempenho didático,
mas em retribuição a isso XX prometeu a mim uma
garrafa de bom uísque. Vááários meses depois, uma festa foi programada
na agência de propaganda em que então eu trabalhava.
Cabia a mim colaborar com algo para o convescote e então,
lembrei do uísque prometido por XX. Telefonei para ele e, com todo cuidado, lembrei o prometido,
falei da festa. XX, em tom algo aborrecido, disse coisas como “lembro, claro,
não precisava cobrar, mando amanhã mesmo” e
tal. Mais uns dois dias, festa chegando, nada do uísque. Telefonei
de novo e de novo mas não conseguia falar mais com XX.
Bem, bem, bem. Nessa época eu também era chargista
em O Diário - “a escolinha da Rua Sete” – e volta
e meia escrevia uma frase no rodapé do espaço onde
ficava a charge. Frases que quase sempre não tinham nada a ver com o assunto
chargeado: mensagens cifradas para amigos, paqueradas, citações
sacanas sobre assuntos em evidência, essas coisas. Aí, um dia, rindo à sorrrelfa (termo que utilizo
em homenagem ao estilo ímpar de Uchôa de Mendonça)
- tasquei uma frase sob uma charge qualquer: - XX, cadê meu uísque? Poucas vezes recebi um telefonema de alguém tão
chateado e puto como o que recebi do XX naquele dia inebriante.
- Isso não se faz! Me deixa numa situação
chata! Estou mandando seu uísque agora
mesmo! Batatolina. Não mais que uma hora depois chegou uma belísima
garrafa de Grant's. Dukéds, o “duca!” da época. Aí, o apocalipse:
sob a charge do dia seguinte, coloquei outra frase: - XX, recebi o uísque. Obrigado. XX ficou por muitos anos sem falar legal comigo.
Depois, até fiz capa para livro de poesias dele e creio
que sejamos bons amigos embora não tenhamos contato há
tempos. Lembrava dessa, XX? Pó, não vai ficar bravo de
novo. Memórias do curso da comunicação da Ufes.
Também estou nessa, ora :>)
Dino Gracio, MeuJornal (04-03-05)
___________________________________________________ MeuJornal poderá ter novo webraçal Dino Gracio, dublê de articulista e webraçal de
MeuJornal, poderá passar o bastão, ou melhor, o
PC, para Nardo Buzun, intrigante e desconhecida figura no meio
jornalístico capixaba. Aliás, desconhecido no mundo inteiro. Informações desencontradas dizem que Nardo Buzun
teria alguma associação com a Eletronic Arts,
produtora norte-americana de jogos para computador, entre os quais
o The Sims. Será Nardo Buzun um Sim? Ou não?
A participação de Nardo Buzun em MeuJornal
poderia significar mais uma interferência de grupos estrangeiros
na mídia brasileira? Nardo Buzun - de naturalidade e formação desconhecida
- disse que com uma possível atuação sua
em MeuJornal, esse veículo será ainda pior
do que com o Dino Gracio. Pior como, foi impossível extrair de Nardo Buzun, que,
aliás, tem péssima dicção e fala numa
incompreensível mistura de sotaques. Nardo, ocupado a procurar emprego nos classificados de um jornal
neo-zelandês que encontrou no jardim da sua casa, nada mais
quis declarar.
Ai, MeuJornal, com o Nardo Buzun, qual será seu final?
Dino Gracio, MeuJornal (27-02-05)
_____________________________________________________________ Crescem espigões na Chácara Von Schilgen.
Com apartamentos que custam de módicos 600 mil até
– um pouquinho mais salgado – 1 milhão e meio de reais,
começarão a crescer em abril os espigões
que a Blokos Engenharia cuidadosamente semeou na Chácara
Von Schilgen, em Vitória. Assim, em 2008, com os quatro espigões concluídos,
ou melhor, maduros, a construtora vai colher os frutos de um árduo
trabalho que terminou por fertilizar, no mínimo, a consciência
do Conselho Municipal de Meio Ambiente da Prefeitura de Vitória
(gestão Luiz Paulo), e do Conselho Municipal do Plano Diretor
Urbano - em Audiência Pública realizada pela Prefeitura
de Vitória e em Assembléia Geral da Associação
dos Moradores da Praia do Canto, AMPC. Em compensação pela devastação ambiental
e paisagística, a construtora oferecerá à
cidade um Parque Natural Municipal e a recuperação
de duas casas da ex-Chácara. O Parque, está bem noticiado, será aberto à
população. O pobrema – tem também probrema e porbrema,
mas aí é outro problema - vai ser quando
Zé da Cuia, desempregado, negro, desdentado, sem teto,
depois de umas e outras, resolver tirar um cochilo numa sombrazinha
lá na Chácara. Pode anotar: Zé será riscado da fauna da Chácara.
Bem. Ainda a respeito da Chácara Von Schilgen, Hércules
Dutra, leitor de MeuJornal, mandou na sexta, 18.: “Caro Dino:
É com um misto de tristeza e revolta que passo em frente
à ex-Chácara Von Schilgen e vejo a zorra em que
aquilo se tornou. Os infelizes que fizeram aquilo com um dos lugares mais lindos
de Vitória vão queimar no fogo do inferno!” Ui!
Dino Gracio, MeuJornal (20-02-05)
______________________________________________ Isto é tombo
Editora Três condenada a indenizar por
assinatura sem solicitação
Em abril de 2003 assinei ISTOÉ e escolhi, a pedidos de
filhos, O Senhor dos Anéis, livro brinde prometido
pela Editora Três.
Brinde que nunca recebi e que após muitas reclamações
- interurbanos pagos por mim, assinante - foi substituído,
cinco meses após a assinatura, por um KIT ISTOÉ
– um CD PopRock Brasil e o livro Os Governo Militares – 1969/1974.
Mesmo muito importantes, essas duas sagas, a do rock brasileiro
e a dos governos militares, não entusiasmaram muito os
filhos novinhos e assim ficamos.
Na ocasião, postei no blog Livre
Bloggar Dino Gracio: “Jornalismo de ISTOÉ deve investigar brindes.
...Está aí um bom assunto para o jornalismo investigativo
da ISTOÉ. Investigar as promessas e não entregas
de brindes da Editora Três. Publicada a reportagem, e edição
vai estourar nas bancas. “ Bem, bem,bem. O texto a seguir, veiculado no site Revista
Consultor Jurídico, mostra que a sugestão feita
em 2003 para ISTOÉ apurar o que acontece no e com o Departamento
de Assinaturas da Editora Três continua pauta quente.
Dino Gracio
“Leitura não autorizada
Renovar assinatura sem solicitação gera indenização
Renovar assinatura de revista sem a autorização
do leitor e debitar o valor no seu cartão de crédito
gera indenização por danos materiais. A Credicard
e o Grupo de Comunicações Três -- que edita
a revista IstoÉ -- foram condenados a pagar R$ 200 pelos
gastos que a cliente teve com anuidade do cartão, ligações
telefônicas e Internet para resolver o problema. A leitora não conseguiu anular os valores lançados
e foi obrigada a cancelar o cartão de crédito e
pagar a anuidade. No Juizado Especial Cível da comarca
de Rio Grande (RS), a Credicard foi excluída do processo
e a Editora Três condenada a desfazer a renovação
automática da assinatura das revistas IstoÉ e IstoÉ
Gente. A cliente apelou à 2ª Turma Recursal Cível
e ganhou indenização pelos danos materiais. Segundo a relatora do recurso, juíza Maria José
Schmitt Santanna, a Credicard tem culpa por debitar o valor da
renovação automática sem o consentimento
da consumidora. “Renovar a assinatura da revista, causando transtornos
ao consumidor, constitui prática abusiva por parte do fornecedor,
que manteve a cobrança de todas as parcelas sem atender
o pedido de cancelamento”, afirmou. A juíza destacou que três e-mails foram enviados
à Editora Três, “sem que tenha sido atendida, em
conduta manifestamente abusiva com o consumidor”. Além
disso, quatro e-mails foram enviados à Credicard, “sendo
que um, por total desespero, solicitando o cancelamento do seu
cartão de crédito”.
Fonte: Revista
Consultor Jurídico
(30-01-05)
MeuJornal (30-01-05)
___________________________________________________________ "Defeito em carro zero gera reparação
por danos morais A dor de cabeça provocada pelo defeito de fabricação
encontrado no carro novo que acaba de ser comprado merece reparação.
Além de consertar o defeito ou substituir a peça
estragada, o fabricante está sujeito a pagar indenização
por danos materiais e morais.
A 1ª Turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul negou
provimento ao recurso da Volkswagen contra decisão do Juizado
Especial Cível da comarca de Frederico Westphalen, que
arbitrou a indenização por danos morais em R$ 3.500
O juiz Ricardo Torres Hermann, relator do recurso, afastou a
argumentação de decadência da sentença
por não se tratar de “mero vício de qualidade do
produto, e sim de acidente de consumo, ou seja, de responsabilidade
pelo fato do produto”. Daí a possibilidade de se mover
ação para reparar os prejuízos da falha do
motor do carro, com base no artigo 27 do Código de Defesa
do Consumidor, que estipula prazo de cinco anos. “E este não
se excedeu, uma vez que a ação foi proposta em janeiro
de 2003 e os fatos ocorridos em outubro de 2000”. Para o juiz ficou comprovada a ocorrência do defeito de
fabricação do produto, já que a fabricante
assumiu a responsabilidade pelo conserto do carro. “Se a ré
substituiu o motor é porque admitiu o erro de fábrica,
sendo absolutamente desnecessária realização
de perícia técnica para a constatação
desse fato”. Por conta disso, “afasta-se também a hipótese
de mau uso do produto por parte dos autores, situação
em que não seria admitida a incidência da garantia
contratual”, destacou. Derrubada todas as argumentações da empresa, constatado
o erro por parte da fabricante e afastada a pressuposição
do agir culposo do consumidor, restaram, para o juiz, admitidos
os danos materiais decorrentes do “transtorno” que o acontecimento
causou aos autores. “Não se faz necessária nenhuma argumentação
para dizer que em situação como essa, a ‘vítima'
teve gastos, dos mais diversos, em razão de deslocamentos,
hospedagens, telefonemas e tantos outros gastos naturais decorrentes
da culpa no evento por parte de quem deu causa, a fabricante”,
assinalou. A empresa está obrigada ao ressarcimento das
despesas comprovadas, num total de R$ 689,22. O juiz entendeu terem ocorrido também danos extrapatrimoniais
ou morais ligados ao sentimento de frustração e
desrespeito à pessoa do consumidor. Ele considerou adequada
a reparação dos danos morais no valor de R$ 3,5
mil. Os juízes Clóvis Moacyr Mattana Ramos e Marta
Lúcia Ramos concordaram com o relator.”
Fonte: Revista
Consultor Jurídico
(26-01-05)
MeuJornal (26-01-05)
______________________________________________________________
"Estilo & Paixão
Ponto de admiração
..................................
"...No Manual de Redação e Estilo do Estado
de S.Paulo (que acabou por se tornar referência mesmo para
profissionais não-jornalistas, como advogados, empresários,
professores etc.), o verbete "ponto de exclamação"
diz o seguinte: "Tem valor eminentemente literário; no jornal
só deve ser usado em casos muito especiais e quando se
quiser dar muita ênfase a uma declaração ou
enunciado".
..................................
...No jornalismo alternativo, um dos mais competentes blogueiros
brasileiros, Rafael Galvão (www.rafael.galvao.org/), com
base em algumas orientações redacionais de Elmore
Leonard, conhecido escritor, roteirista e redator de publicidade
norte-americano, não só concorda com uma de suas
afirmações – "Keep your exclamation points
under control" –, mas aproveita para esmagar de vez:
"O ponto de exclamação é o crachá
da incompetência"...
..................................
...O maior defensor do ponto de exclamação no jornalismo
brasileiro (sobretudo nas manchetes!) e na língua portuguesa
foi o teatrólogo Nelson Rodrigues. Homem de paixões
e obsessões, que bem se conhecia e por isso se definia
como romântico – "Sou um pierrô, sou um romântico.
(...) o romântico piegas" –, Nelson vivia em estado
de ponto de exclamação: seu fanatismo futebolístico
(pelo Fluminense!), suas afirmações paradoxais,
seu vanguardismo conservador, seus "óbvios ululantes",
suas frases redundantes, suas definições definitivas
("cretinos fundamentais", "grã-finas com
narinas de cadáver"...), seu anticomunismo exacerbado,
suas posições patéticas, seus exageros verbais...
..................................
...Assis Chateaubriand, embora vivesse o jornalismo com paixão
e engajamento, exercitou seu pragmatismo ao máximo e caía
na categoria de um "idiota da objetividade", ao defender
uma imprensa brasileira próxima ao modelo norte-americano,
supostamente mais objetivo, a prática do noticiário
"limpo", calcada numa técnica própria
de escrever (Pompeu de Souza e Carlos Lacerda, grandes jornalistas
na época, chegaram a produzir os primeiros manuais de redação).
E eis o que escreveu Dr. Chateaubriand sobre o malfadado ponto
de exclamação: "O ponto de exclamação se tornou, nos vespertinos
e matutinos sensacionalistas cariocas, o ponto final obrigatório
de qualquer manchete. Se um repórter quer dizer que chegou
ao porto o Astúrias, ele escreve em manchete de oito colunas:
‘Chegou o Astúrias!' ... ..................................
...Sinal de alegria, portanto, de exaltação, de comemoração.
E de dor, sofrimento e raiva. Um sinal carregado de paixão,
de capacidade para admirar-se com a vida. Sinal que, no entanto,
muitos desejariam enterrar vivo...
E que ressuscita todas as vezes em que alguém bebe um pouco
mais de vinho! " Gabriel
Perissé, Doutor em Educação pela USP e escritor
Fonte:
Observatório da Imprensa
(18-01-05)
MeuJornal (23-01-05) ..................................
Dor e fé. Haja!
Cientistas querem saber se fé em
Deus alivia dor Deu no site da BBC Brasil:
”Cientistas da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha,
vão torturar pessoas em laboratório para verificar
se a fé em Deus é uma forma eficaz de aliviar a
dor.” Pelo que descreve a nota, porém, os voluntários
sofrerão “torturas” como esfregões com uma melequeira
à base de pimenta. Aí, as cobaias deverão tentar livrar-se ou diminuir
as dores com sua fé religiosa auxiliados inclusive com
imagens de santidades e crucifixos. Com baba de 2 milhões de dólares da Fundação
John Templeton, que tem cunho filantrópico (!) e sede nos
Estados Unidos – autoridades mundiais para assuntos de tortura
- durante os próximos dois anos curiosos neurologistas,
farmacologistas, filósofos e teólogos vão
procurar saber se fé combate mesmo a dor. Susan Greenfield, do Centro para a Ciência da Mente, declarou
que os estudos servirão para verificar coisas como "a
crença ilógica na superioridade inata do homem".
Bem, bem, bem. Pelo andar da tortura, baianos – naturais da Bahia “o estado
mais próximo do Brasil”, como já disseram - têm
mesmo muita, muita fé e isso, parece, funciona para eles.
Pimenta, utilizada nos testes dos cientistas aí de cima,
é ingerida pelos baianos até com cafezinho e eles
nem aí para dor alguma. Pessoa de bom porte e envergadura que não quer ser identificada,
ao saber da notícia, declarou ao Meujornal:
- Pra mim essa experiença só ia valer mermo com
umastapanospédouvido dos cara voluntário ou pendurar
eles num pau-de-arara. Aí, meurmão, é que
tem que ter fé. Quanto a "a crença ilógica na superioridade
inata do homem", cientistas, ao planejarem e executarem experiências
desse tipo, com uma grana (2 milhões de dólares)
como a que está sendo torrada – manda pro Sri Lanka que
lá tem muita dor e fé - estão provando exatamente
isso: A crença ilógica na superioridade inata do homem.
Haja fé!
Dino Gracio, que bota pimenta
em sopa, com
torturantes informações da BBC Brasil (12-01-05)
MeuJornal (16-01-05)
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"Invasores de corpos
Cuidado, eles chegaram à Globo! É grave a crise: aquelas vozes alienígenas que
dublam a maioria dos filmes do SBT e da Record e os documentários
da TV paga (Universal, Discovery, People+Arts, National Geographic
etc.) chegaram ao horário nobre da Globo. O filme da noite
de sábado estava repleto de vozes marcianas, aliens que
não representam, apenas ligam a maquininha da tradução
e soltam as palavras em português. Foi "engraçado"
ver cenas traumáticas com diálogos "interpretados"
roboticamente. O canal 64 da Net trocou o ridículo nome de "Happy"
para um patético "Pipoca": apresenta filmes dublados.
Agora, em vez de comédias com som original, exibe todo
tipo de porcaria falada em nossa língua. Ao anunciar A
identidade Bourne, uma apresentadora dos canais Telecine encheu
a boca de orgulho ao dizer: "Veja Matt Damon falando português!"
TV, definitivamente, virou uma roubada. Em alguns casos, paga."
Marinilda Carvalho -
Observatório
da Imprensa – (11-01-05)
MeuJornal (12-01-05)
_____________________________________
Excesso de informações
complica “O excesso de informações é atualmente uma
epidemia nos
locais de trabalho e já está se manifestando no
mundo inteiro
uma tendência de eliminar informações.
As pessoas precisam assimilar e processar imensas quantidades
de informações necessárias às suas
atividades e enquanto é realizado esforço para reduzir
o volume de informações apresentadas e armazenadas
em papel, a quantidade de comunicações eletrônicas
aumenta.
Porém, mesmo digitalizadas, as informações
ocupam espaço e é preciso cultivar o hábito
de guardar apenas as informações positivas e realmente
úteis. Segundo o diretor da SISNEMA Informática, Nei Maldaner,
é preciso saber identificar o que é mais importante.
“Algumas informações são reconhecidas imediatamente
como inúteis. Mas nem sempre é simples separar com
certeza o essencial do acessório”, alerta. Nei Maldaner
afirma que é essencial conhecer os objetivos e responsabilidades
básicas do trabalho. Muitas pessoas não resistem à tentação
de lidar com a incerteza de ter a informação certa
na hora certa e acabam sempre utilizando uma estratégia
do tipo: "na dúvida, considere importante".
Assim, acabam armazenando milhares de informações
desnecessárias. A disponibilidade de boas informações
é importante para o fluxo eficaz de seu trabalho, (porém)
mais informações não serão uma garantia
de melhor desempenho.”
Gizely Dall'Agnol/Eliana
Camejo (03-01-05)
Fonte: Eliana Camejo Comunicação
Empresarial Ltda
MeuJornal (04-01-05)
_________________________________________________ "Guaçuí
ou ex-Veado?"
(ou porque a família Siqueira Campos
não quis seu nome em município capixaba). “Guaçuí, pequeno município capixaba ao sopé
da Serra do Caparaó,
chamava-se Patrimônio do Veado no início
do século passado. Por volta de 1930, o pequeno vilarejo
experimentou razoável prosperidade econômica advinda
da produção do café e surgiu uma espécie
de classe média rural que mandava os filhos estudar em
Vitória, Rio de Janeiro, Viçosa (MG) etc.
Esses estudantes enfrentavam a gozação dos amigos
por conta do nome do lugar de origem e deram então início
a um movimento para sua mudança. O movimento desembocou num plebiscito para alteração
do nome. Os jovens assumiram a bandeira pró novo nome e
os moradores mais velhos, pela a manutenção de Veado
- que, aliás, é o nome de um rio que corta o lugar.
Os mais antigos diziam que essa denominação originalmente
tinha vindo de São Miguel do Veado, padroeiro da vila,
que não se resignaria com a retirada do nome e poderia
castigar os infiéis. A despeito das crendices, o resultado
do plebiscito foi favorável à troca.
Partiu-se então para escolha do novo nome do local. O governo
Getúlio Vargas incentivava o batismo de novas comarcas
com nomes tomados aos tenentes ou heróis da Revolução
de 30. E assim o lugar foi denominado de Siqueira Campos, um dos
18 do Forte, expressão do movimento tenentista. Mas o imprevisível se deu. Quando o estudante da terrinha
chegava ao Rio e se identificava, orgulhoso, agora como morador
de Siqueira Campos, algum colega gaiato emendava: "Ex-Veado".
A brincadeira pegou e se espalhou. E assim, com esse aposto indesejável,
o lugarejo passou a ser chamado. Inclusive nas correspondências
que chegavam aos moradores, não raro se lia: "Município
de Siqueira Campos, Ex-Veado". A troça assumiu tal vulto que a história chegou
aos ouvidos da família dos herdeiros do tenente herói
do Forte de Copacabana. Que, obviamente, não gostou nada
e ainda levou a sério a coisa. Ingressou na Justiça
para retirar o nome Siqueira Campos do pequeno município.
A ação foi parar em grau de recurso no Supremo Tribunal
Federal, que deu ganho de causa aos familiares. Diante da decisão do STF, recomeçaria tudo de novo.
Os moradores antigos exclamavam: "Viu? Foi vingança
de São Miguel do Veado!". Os estudantes e os mais
novos logo se entregaram à tarefa da escolha de novo nome,
junto com os políticos locais, a Câmara dos Vereadores
etc. Mas que novo nome dariam? A década de 30 já
ia pelo fim e a moda, então, era dar nomes indígenas
aos locais. Foi aí que um vereador mais culto deu a sugestão
e a maioria aprovou:
- Guaçuí - sugeriu o edil. E todos logo se afeiçoaram àquela palavrinha trissílaba
do tupi-guarani, assim como trissílabo é o seu sinônimo
em português: veado. Guaçuí é o nome que até hoje batiza
o pequeno e aprazível município serrano do Sul do
Espírito Santo.”
Fonte: Revista Infojur – “Fora dos Autos” (27-12-04)
( http://www.infojur.com.br/foradoauto.php?codforadosautos=28
)
MeuJornal (27-12-04)
_______________________________________ Livro de craque do jornalismo
Com esperança no coração,
de José Inácio Werneck José Inacio Werneck, 67 anos, 42 dedicados ao jornalismo,
em especial ao jornalismo esportivo e do qual é uma das
mais respeitáveis referências, lançou pela
Editora Augurium Com esperança no coração
– Os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos. O livro trata - está no título - dos imigrantes
brasileiros nos EUA e além disso da imprensa e de jornalistas,
verdadeiros ou falsos, brasileiros e americanos. Segundo Werneck nos States "há jornais que, ao
ver, você percebe logo que são feitos por agropecuaristas
ou agentes de viagem".
E sobre algo também praticado no Brasil, "Os proprietários
ganham fortunas, enquanto os jornais estão submetidos a
uma "walmartização”, produzidos no
barato e nas coxas". Provavelmente por afirmações como essas e outras
é que Com esperança no coração
não tem recebido da midiona a justa e devida atenção
e divulgação. Mais conveniente e vantajoso para
muitos coleguinhas é dedicar tempo e louvores a coisas
como a “bialgrafia” de Roberto Marinho. Bem. Então, o livro do José Werneck recebe o apoio
de divulgação de amigos e admiradores, admiradores
entre os quais está MeuJornal. Vai lá:
Com esperança no coração pode ser comprado
em livrarias no Brasil e no site da Augurium (www.auguriumeditora.com.br);
nos Estados Unidos, no site da Luso-Brazilian Books (www.lusobraz.com).
Dino Gracio – MeuJornal (22-12-04)
com informações de
Marinilda Carvalho – Observatória da Imprensa (21-12-04)
( http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=308AZL002)
_______________________________________________________ Tropeços no parque
Chácara Von Schilgen, onde
crescerão espigões, deixa português em zig-zag.
Nota na coluna Zig-Zag, de A Gazeta, em 19/12, domingo, registrou
um brunch – não é para qualquer um –como
um dos momentos marcantes do lançamento do Parque Natural
Municipal Von Schilgen, em Vitória. Título da nota:
O oásis verde que o povo vai chamar de seu. Qual povo, cara-pálida? O do brunch? Logo depois, na mesma nota: “a chácara veio ao mundo...”
.
Um parto inenarrável, como diria o jornalista
Cláudio Bueno Rocha, o CBR.
E mais à frente, “a chácara, que desde que se
entende por gente..”: uma chácara muito humana, sim,
senhor. Bem. Refresco para a memória. Na Chácara Von Schilgen, lindíssima área
verde em Vitória, ES, serão construídos pela
Blokos Engenharia 3 espigões com 18 andares cada um, como
noticiado entre agosto/outubro/2003. Sobre o assunto, reproduções
de trechos de posts no Livre Bloggar Dino Gracio (www.dino_gracio.blogger.com.br)
:
......................................................
16.8.03
Como cultivar espigões em Chácaras.
Na Praia do Canto, em Vitória, fica a chácara
Von Schilgen, numa área de preservação paisagística.
Um lugar belíssimo, no coração da cidade,
pleno de verde e vida cada dia mais raros. Pois ali poderá
vir a ser a localização de três espigões
com 18 andares cada um.
É estranho que o Comdema, Conselho Municipal de Defesa
do Meio Ambiente de Vitória, que a princípio deveria
zelar pela qualidade de vida e respeito ao
meio-ambiente que está em seu próprio nome tenha,
através de uma Resolução, AUTORIZADO a construção
dos prediões.
........................................................... 28.10.03
Espigões na Chácara Von Schilgen vão
a assembléia.
Você sabia? Presta atenção, rapá! A construção dos espigões na Chácara
Von Schilgen, empurrada a braços fortes pela Prefeitura
de Vitória, empreiteira e combativos ambientalistas, está
na pauta de assembléia geral da Associação
dos Moradores da Praia do Canto. Assembléia anunciada no site da PMV no último dia
21 para hoje, 28, terça. Hoje, aliás, não
consegui saber, nem no site da PMV, a hora da Assembléia.
Talvez saibam dela pelo menos os moradores da Praia do Canto.
Os espigões irão contra o PDU, a paisagem e a qualidade
de vida dos moradores do bairro e, por extensão, de Vitória.
Vamos aguardar o que pensam e manifestam os moradores da Praia
do Canto sobre o assunto.
....................................................... 30.10.03
Espigões. Cento e vinte e cinco votos para chorar no
futuro.
Aqui para vocês, 125 votantes moradores da Praia do Canto
que decidiram a favor da construção dos espigões
na Chácara Von Schilgen.
Daqui a uns três anos, com os prediões concluídos,
quando caos urbano ainda maior bater às suas portas - mesmo
dentro do privilegiado espaço onde hoje é a Chácara
- não chorem, narizes empinados.
Não reclamem problemas de trânsito, poluição,
insegurança. Vocês terão sido, literalmente,
culpados pelo aumento disso tudo.
Não solicitem à PM uma guarita vip para vocês.
Tem mais gente no mundo. Não encham o saco.
Vocês votaram em desrespeito a toda a cidade de Vitória.
......................................................
Dino Gracio, MeuJornal (19-12-04)
____________________________________ In
pinga verita
MInistro e Presidente recebem cachaça capixaba
O ministro da Coordenação Política e Assuntos
Institucionais, Aldo Rebelo
(PCdoB) recebeu dos fabricantes da Cachaça da Mata, de
Santa Teresa, ES,
uma garrafa do precioso liquido extraido da cana e levada para
ele por seu
assessor, Luiz Aparecido, que é capixaba de adoção
e que esteve na terrinha este começo de semana.
Além do Ministro também o presidente Lula deve ter
recebido sua Cachaça da Mata, pois para isso foi entregue
por Luiz aparecido a Rebelo uma outra garrafa. Aparecido esteve no Espírito Santo representando o ministro
Aldo Rebelo na diplomação do prefeito de Vila Velha,
Max Filho (PDT), manteve contato com João Coser (PT), prefeito
eleito de Vitória e participou da Assembléia Popular
de prestação de contas do prefeito de Nova Venécia,
Adelson Salvador.
Luiz Aparecido, jornalista, Brasília/DF (16-12-04)
MeuJornal (16/12/04)
______________________________________
COUSA DE DOUDO
Sociedade das palavras novas O novo milênio chegou abarrotado de novas palavras. Algumas
continuam chegando e outras ainda estão em viagem. Afinal
, semelhando os fenômenos que viajam na velocidade da luz,
algumas já existiam em outros universos, mas apenas agora
chegaram até nós
..................................... Uma delas é muito engraçada pelas lembranças
que suscita. É boot, originalmente bota, que designou a
própria, hoje bota do computador, onde você enfia
disquete ou cedê, para gravar ou ouvir e ler; já
se prestara a outras metáforas no inglês: the boot
is on the other foot, a bota está no outro pé, isto
é, a situação se inverteu; he has his heart
in his boots, ele pôs o coração nas botas,
isto é, está morrendo de medo; to boot out, chutar
com as botas, isto é, demitir; he died in his boots, ele
morreu em suas botas, isto é, em atividade, trabalhando;
to lick someone's boot, lustrar as botas de alguém, bajular:
pobres engraxates! Mas a bota é mais conhecida atualmente
por CPU, central processing unit, unidade central de processamento
central.
....................................... Os periféricos vieram para ficar a nosso redor, com fio
ou wireless, sem fio, mas a impressora já não dá
mais conta sozinha. E recebeu ajuda do scanner (leitor e conversor
de imagens e códigos; seu significado original é
explorador), fax (do latim fac simile, fazer semelhante), som
(redução de aparelho de som), home theater (teatro
em casa: conjunto de som de alta fidelidade e tela grande, de
alta definição) telefone sem fio (não é
a mesma coisa que o celular, que em Portugal é telemóvel),
celular, celular pós-pago, celular pré-pago, celular
viva-voz (quem em Portugal é sem-mãos). ..................................
Bem e, claro, a última, o gerundismo: a secretária
"vai estar encaminhando" não sei o quê,
que você "vai estar assinando". E portulano, você
sabe o que é? Era o blog dos primeiros navegantes, quando
ainda caravelas e naus singravam por mares de verdade e não
em espaços virtuais – do latim medieval, eclesiástico
e escolástico virtuale, pode se realizar, mas não
o faz, fica quieto; de virtus, virtude, força; de vir,
homem – mais ou menos com o He-man, "eu tenho a força",
que educou as crianças que hoje estão entre vinte
e trinta anos.
Extraído de texto de Deonísio da Silva – Observatório
da Imprensa
( www.observatoriodaimprensa.com.br
) (07-12-04)
MeuJornal (11-12-04)
_________________________________________________ Mulher na Mídia
Alerta contra a banalização da violência ** Aids aumenta entre as mulheres
( Estado de S. Paulo , 24/11/04)
** Agressão é o pior problema da mulher
( Estado de S. Paulo , 25/11/04) Não fosse o tema dessas reportagens, seria hora de festejar
o fato de um grande jornal dar, dois dias seguidos, manchetes
que têm mulher como tema. Em matérias assinadas por
mulheres jornalistas. A primeira matéria traz uma pesquisa da ONU: "Não
há como falar do controle da epidemia entre o grupo feminino
sem falar em melhoria das condições socioeconômicas
e igualdade de gênero. Mulheres com baixa escolaridade,
baixa renda e que vivem em determinadas culturas estão
muito mais sujeitas a problemas como violência e abuso sexual".
Se fizermos uma pesquisa rápida em jornais, revistas semanais
e revistas femininas que estão nas bancas neste momento,
vai ser muito difícil encontrar textos jornalísticos
que discutam a situação das mulheres, especialmente
as de baixa escolaridade e baixa renda. Mundo de fantasia As revistas femininas parecem preferir jogar esse tipo de assunto
para baixo do tapete, com a desculpa de que não é
exatamente um problema da sua leitora – a mulher de classe A e
B, com boa escolaridade e poder aquisitivo de médio para
alto. Uma pesquisa do Ibope, tema da segunda reportagem do Estado
, mostra que a violência é o maior motivo de
medo entre as mulheres.Violência provocada por bebida (81%
dos casos) e ciúmes (63% dos casos). Para a bebida, até
se pode encontrar tratamento e cura. Quanto ao ciúme (46%
dos entrevistados concordam em que a mulher que trai deve sofrer
violência), poderia haver alguma ajuda da mídia –
mostrando, por exemplo, caminhos civilizados para resolver questões
"insuportáveis" como a infidelidade. Mas qual é a postura das revistas femininas?
Relacionamentos amorosos são tema constante das publicações
dirigidas às mulheres. Só que, em vez de discutir
atitudes, motivações e conseqüências,
as revistas perdem tempo com matérias que ensinam truques
e táticas de conquista. O que vai acontecer depois é
problema de cada um. Como se suas leitoras vivessem num mundo
de fantasia, no qual o "casaram-se e foram felizes para sempre"
fosse o caminho inevitável dos relacionamentos afetivos.
Pautas freqüentes Se no mundo islâmico as mulheres aceitam a punição
porque não têm como reagir – e porque o direito foi
dados aos homens por Alá –, no mundo ocidental as mulheres
a aceitam em nome da estabilidade familiar: 11% dos pesquisados
pelo Ibope concordam com que a mulher se submeta à violência
pela estabilidade familiar. Tem razão a supervisora das delegacias da mulher em São
Paulo , quando diz que é preciso mudar a cultura. As mulheres
têm que denunciar, os culpados têm que ser punidos
e a mídia, que tem como uma de suas funções
formar, além de informar, precisa assumir sua responsabilidade.
Cada ato de violência contra mulheres, homens e crianças
deveria render mais do que uma boa manchete. O papel da imprensa, nesse caso, deveria ser o de alerta, tentando
evitar a banalização da violência na nossa
vida. Mulheres estupradas, moradores de rua assassinados, crianças
esmolando e roubando nas ruas – todos assuntos banalizados pela
imprensa – e a forma de resolver tudo isso deveriam render mais
do que uma ocasional manchete. São temas que deveriam ser
debatidos com freqüência, até se tornarem tão
raros que voltariam a ser notícia.
Ligia Martins de Almeida, jornalista - Fonte: Observatório
da Imprensa (30-11-04) MeuJornal (04-11-04)
___________________________________________________________ Moinhos
"Os ventos eram fortes que ofuscavam a
visão. Tão potentes que pareciam estar imbuídos
de uma força destruidora. Como aqueles seres terríveis
a sua frente. Todos estavam girando as suas armas velozmente ao
seu redor. Era até bonito de ver se não fosse ele
o alvo. Enormes. Ameaçadores. Ficou imóvel a observá-los...
Quando partiu da sua pequena cidade, muitas léguas dali,
só carregou consigo as expectativas e duas mudas de roupa,
além do pão dormido no embornal. Cantil não
tinha. Muito menos espada. Havia de conseguir uma no caminho,
como tudo a mais. Ninguém lhe disse diretamente que era loucura ou que desistisse.
Mas os olhares, escondendo intenções, reprovações,
invejas, era um sinal camuflado de que esperavam o seu fracasso.
“Os gigantes do caminho o destruirão na primeira encruzilhada
como fizeram com todos os outros”. Assim, passo a passo, iniciou sua trajetória e acreditava,
sem fagulha de dúvida, realizar os seus desejos. Se esses
não eram tão nobres, também não fariam
mal a ninguém. Mas estavam acima da vaidade e abaixo da
necessidade que diziam nortear o nosso caracter. Sem preocupações
sobre o pensamento dos inquisidores, comeu muita poeira errando
de cidade em cidade. Alguns tentaram acompanhá-lo e ele
demorou a perceber que eram apenas desvios. Preferiu seguir adiante
sozinho. A conversa dos companheiros podia ser rica e alegre,
e isso bastava-lhes. Não para ele. Olhava para o decorrido constantemente e sempre, definitivamente,
concluía ter escolhido a melhor opção. Mesmo
que a única peça de roupa estivesse coberta pela
sujeira, impedindo aos viajantes de perceberem sua imponência.
O seu valor. Pelo menos suas pernas estavam rígidas e sua
mente havia sido purificada pelas reflexões forçadas.
Na noite escura e no dia escaldante. O caminho tinha sido muito
bom, segundo a sua resignação, mas era chegado o
momento das escolhas. Ali cercado por aqueles gigantes descomunais, entendia que não
tinha mais volta. Não havia escolhas a fazer. O seu andar
apagou o recuo que podia ser feito há muito tempo. A pouca
visibilidade causada pelos ventos intensos tornara-se momentaneamente
sua inimiga. E o medo se apossou do seu ser. O movimento daquelas
criaturas o deixava zonzo. De um lado e para o outro ele se via
envolto pela iminente destruição. Todos os caminhos
estavam fortemente guardados. Não dariam-lhe a trégua.
E nem a fuga. No seu cambaleio começou a brandir a sua
espada. Acertava os vultos. Os movimentos. Era atingido e jogado
ao chão. Tonto se levantava e tornava a investir contra
os seus algozes. Agora era tudo ou nada. Iria continuar o caminho.
Saciar os seus desejos, mesmo que eles fossem egoístas,
tolos. Nada iria impedi-lo. Nem um exército de gigantes.
Estropiado, sentiu o vento acalmar aos poucos. Os inimigos pareciam
recuar. Lentamente. A visão mais nítida buscava
por eles. Seus braços não giravam com tanta desenvoltura
e aos poucos foram ficando imóveis. A ventania cessara
e o terreno ficou claro. Somente uma brisa. Olhou toda a encruzilhada
e não os viu mais. Haviam todos fugido. Todos. Podia seguir
adiante atrás dos seus maravilhosos e imorais desejos.
Sem culpa, porque merecia deliciar-se com eles. E também
porque a sua frente só restavam moinhos.
Apenas moinhos. "
Fábio Santana,
escritor (20-11-04) MeuJornal (28-11-04)
_______________________________________ Vitória para o jornalismo online Matéria publicada na semana passada no Último Segundo,
jornal eletrônico do iG, informava sua vitória na
Justiça: de acordo com decisão do Tribunal Regional
Eleitoral de São Paulo, o US não é obrigado
a receber o mesmo tratamento dispensado a emissoras de rádio
e televisão durante o período eleitoral. Segundo o artigo 45 da Lei 9.504/97, emissoras de rádio
e TV devem abster-se de veicular, em sua programação
normal e noticiários, propaganda política e de difundir
opinião favorável ou contrária a candidatos,
partidos e coligações a partir de 1º de julho
do ano da eleição. Uma das interpretações
para este artigo seria a de que um jornal online teria que seguir
estas mesmas regras. O juiz José Joaquim dos Santos, responsável pela
sentença, chegou à conclusão de que esta
interpretação não é correta, já
que o artigo trata "Da propaganda eleitoral no rádio
e na televisão". A lei se adequaria, sim, a sítios
de internet pertencentes às empresas de radiodifusão.
Andrea Fornes, diretora de jornalismo do iG, falou ao Observatório
sobre a questão. *** O que levou o Último Segundo a lutar na Justiça
pelo direito de veicular opiniões políticas no período
eleitoral? Andrea Fornes – Como jornal online, o Último Segundo brigou
para ter os mesmos direitos dos jornais impressos. O site acha
que não faz sentido receber o mesmo tratamento dado às
emissoras de rádio e de televisão. Além disso,
o direito à opinião é um princípio
fundamental do jornalismo. E isso não quer dizer que a
opinião dos veículos influencie necessariamente
o comportamento do eleitor. Um bom exemplo é o que ocorreu
nos EUA na votação de novembro. Alguns dos principais
veículos daquele país, entre eles a New Yorker,
o New York Times e o Washington Post, declararam seu apoio ao
democrata John Kerry, mas quem acabou vencendo a eleição
foi George W. Bush. Qual a importância da sentença obtida para o
jornalismo online? A.F. – A principal vitória para o jornalismo online foi
a garantia do direito de divulgar informações sobre
a eleição no período eleitoral. Com o crescimento
rápido da internet, essa garantia é fundamental
nos próximos anos e décadas. Estamos assegurando
agora o direito à informação para o futuro,
uma vez que a internet é o veículo cada vez mais
procurado por quem quer notícia. O artigo 45 da lei 9.504 trata especificamente dos meios
rádio e televisão, e a publicação
de textos editoriais com opiniões políticas é
uma prática permitida nos jornais impressos. Qual é,
na sua opinião, a diferença que justificaria a colocação
do jornalismo online e do impresso em patamares diferentes? A.F. – Acho que ambos são jornais, um impresso e outro
digital. A razão de ser deles é a mesma, o conteúdo
é o mesmo, exceto por algumas particularidades, como facilidades
e ferramentas que a internet possui e que não estão
acessíveis à mídia impressa, como espaço
ilimitado e interatividade.”
Leticia Nunes - Fonte: Observtório da Imprensa (23-11-04)
MeuJornal (24-11-04) _____________________________________________ Justiça determina estudante retirar nome
de colégio do Orkut O estudante de Direito Marcelo Valença de Barros Vieira
Ramos está obrigado a retirar do ar o nome do Colégio
São Paulo e a logomarca da instituição de
ensino da comunidade do Orkut chamada “Holden Caulfield”. A liminar foi concedida pelo juiz Roque Fabrício de Oliveira
Viel, da 2ª Vara Cível de Teresópolis, Rio
de Janeiro. O pedido foi feito pela Congregação
das Angélicas SW de São Paulo, que mantém
o Colégio São Paulo, na cidade fluminense. Em caso
de desobediência, a multa será de R$ 100 por dia.
Cabe recurso. A comunidade ‘Holden Caulfield' reúne ex-alunos do colégio
de freiras. Holden Caulfield é o nome do personagem do
romance ‘O apanhador no campo de centeio', de J.D. Sallinger.
O estudante disse que só queria reunir ex-colegas, mas
algumas pessoas começaram a fazer ataques pessoais às
freiras, aos professores e a criticar os métodos de ensino.
“Eu, como moderador, até podia apagar as mensagens, mas
entendi que aquele era um espaço democrático de
discussão". Segundo o Espaço Vital , a Congregação
foi representada pelo advogado Leandro Oliveira Braga. A representante
legal da Congregação é a freira Loreni Salete
Ribeiro.
Fonte: Revista Consultor Jurídico-
http://conjur.uol.com.br
(19 -11-04)
MeuJornal (21-11-04)
________________________________________________________ MeuJornal encerra fase experimental. A partir desta edição, Nº 111, MeuJornal
deixa sua fase experimental, o que durou enquanto a numeração
foi iniciada com 0/. Com atualização interrompida desde 10/11 para avaliações
técnicas, manutenção de equipamentos e aferição
de audiência – sim, sem atualização, e o resultado
foi bom – MeuJornal cansou de tanto experimentar. O Editor desta publicação, O webmaster Cláudio
Gracio e o webraçal Dino Gracio pensam que agora ou vai
ou vai ou racha ou racha. Elmaro José, jornalista responsável do pedaço,
também não aguenta mais experimentar mais nada por
aqui.
MeuJornal agadece a todos os que participaram das suas
edições até aqui.
Os leitores, colaboradores, parceiros, críticos e os enlevados
com este alternativo, teimoso, quixotesco, falho mas decente,
ético e eclético espaço na web.
E que fique bem claro: MeuJornal, já que concorre
com outros cerca de 6 bilhões de sites, não tem
porque temer concorrência alguma :>)
Dino Gracio, editor MeuJornal
(18-11-04)
___________________________________________________________
Aposentados esquizofrêncios
ou
paranóicos poderão ter isenção
de IR. É o que propõe o Projeto de Lei 3845/04,
do deputado
Wasny de Roure (PT-DF)
Avalia o deputado, referindo-se a a alienação mental
e a
doença de Parkinson que "Não se justifica a
exclusão, dessa lista, da esquizofrenia e da paranóia,
que apresentam sintomas semelhantes
aos das doenças já beneficiadas".
A matéria, que recebeu caráter conclusivo
está tramitando, com outras onze, junto ao Projeto
de Lei 4645/01, do deputado Feu Rosa (PP-ES), que inclui os portadores
de fibrose cística no benefício. Os projetos, na
Comissão de Seguridade Social, aguardam parecer do relator,
deputado Dr. Francisco Gonçalves (PTB-MG).
Bem, bem, bem. Há uns quatro anos propus a um amigo nóico
grau 10 que fundássemos o Clube dos Paranóicos.
A idéia foi baseada na animadora declaração
de alto executivo norte-americano que ao aposentar-se afirmou
que a paranóia dele tinha sido essencial para seu enorme
sucesso.
A criação do Clube virou motivo de especulações,
saiu nota em jornal, apareceram interessados e aí o Clube
acabou antes de
começar por um só motivo: a paranóia de um
dos fundadores.
Que começou a ficar muuuuuito preocupado
com repercussão
que a inclusão do seu nome na história poderia causar
ao seu comércio.
Pois é. Fundado o Clube, agora não só estaríamos
provavelmente
ricos tal e qual o executivo norte-americano como ainda, na aposentadoria,
isentos do Imposto de Renda, graças às nossas carteirinhas
de associados do Clube dos Paranóicos.
Oh, vida!
Dino Gracio – MJ – 28-08-04
- Com informações da Agência Câmara. |